sábado, 3 de agosto de 2019

Postagens de Eloy Arraes Vargas de Maio de 2013


sábado, 11 de maio de 2013


OS POVOS DA BIBLIA


OS IMPÉRIOS DO ORIENTE MÉDIO
E OS POVOS DA BÍBLIA
 Eloy Arraes Vargas
PARA O UNIVERSO NOSSO PLANETA É PEQUENINO,
PARA NÓS É UMA COISA IMENSA. 
Área total do planeta: 510,3 milhões km2
Área das terras emersas: 149,67 milhões km2  ( 29,31% )
Área dos mares e oceanos: 360,63 milhões km2 ( 70,69% )
Circunferência da Terra no equador: 40.075 km.
PARA DAR UMA VOLTA EM TORNO DE SI MESMO LEVA 24 HORAS; GIRA A UMA VELOCIDADE ALUCINANTE DE ~ 1.700 KM POR HORA  
MUNDO BÍBLICO CONHECIDO NO TEMPO DE DANIEL

veja os mapas ampliados em,

MAPAS AUXILIARES DO  TEMA "IMPÉRIOS DO ORIENTE MÉDIO", neste mesmo blog.

veja também http://www.eloyarraes.blogspot.com.br/2013/06/eloy-arraes-vargas-18082006-seleucidas.html

A título de curiosidade é possível comparar as áreas com algumas áreas mais ou menos conhecidas pelos brasileiros.

o mais importante que a Bíblia não lhes dá a qualificação de "Impérios Mundiais".







Há quem diga erroneamente que o mundo conhecido pelos Judeus no tempo de Daniel se resumia ao Egito, a Mesopotâmia e a Medo Pérsia e de uma forma nebulosa a Grécia.
Tal argumento é para justificar a qualificação de "Impérios Mundiais" dado para os Impérios :-Babilônico, Persa, e Macedônico (o qual costumam chamar de Grego).
Na realidade tais Impérios não eram mundiais e o mundo conhecido dos Judeus ia muito além dessas Áreas, só para citar alguns itens, sabemos que a Rainha de Sabá era da Etiópia , Os heteus (hititas) tinham o seu Império acima do que hoje conhecemos por Líbano e Siria, Os Judeus conheciam também Creta e muitas outras regiões; logo a qualificação de "Impérios mundiais" não se sustenta  nem pela área, nem pelo poder e nem pela cultura.

CONVÉM LEMBRAR QUE A ROTA DA SEDA TERMINAVA NO ORIENTE MÉDIO, JUNTO AO MAR MEDITERRÂNEO  E OS MERCADORES TRAZIAM PRODUTOS DA ÍNDIA DA CHINA E DE OUTROS PAÍSES DO ORIENTE.

O Povo de Israel conhecia e bem uma grande extensão do mundo antigo.

Nem pelo seu tamanho poderiam ser considerados impérios mundiais:-

Áreas para comparações:-Terra 510.300.000 km² - Brasil 8.500.000 km² - Minas Gerais 588.400 km2 - -  Pernambuco 98.938 km²

Irã (Pérsia) 1.648.169 km²- Turquia 779.452 km - Iraque(Babilônia) 434.128 km² Síria 185.180 Km²Soma TOTAL 3.046.956 Km² - Logo é muita pretensão chamarmos tais impérios de Mundiais;




Atlas histórico escolar do mec.




A esquerda podemos ver o Império Assírio, em verde, e na sua maior extensão incluindo a parte amarela. Foi o império Assírio que destruiu o Reino das 10 tribos do norte de Israel; foi muito importante, mas os "analistas proféticos" esquecem completamente a existência desse império
O mapa ao lado, -do Atlas histórico escolar do mec.- mostra  em laranja o império dos Medos e em verde o Império Babilônico o qual algum tempo chegou até o Egito.




O Império Babilônico veio logo depois do Império Assírio, é chamado por alguns de "Império Mundial"; mas basta olhar para o mapa ao lado para verificar que o Império dos Médos já era muito maior e mais poderoso que o Império Babilônico. Um argumento inconsistente que tenho ouvido é que:- "O Império Babilônico era o mais poderoso da terra pois foi Daniel quem disse isso".

Evidentemente Daniel não poderia ter dito outra coisa, afinal ele estava falando com um rei violento e se ele dissesse que o império de Nabucodonosor era inferior ao império vizinho, seguramente ele sairia do palácio carregado e sem cabeça. Devemos também nos lembrar que Daniel se refere a Reinos e não a Impérios.
Mesmo assim Daniel foi bastante corajoso ao dizer ao rei que depois dele haveria um outro império; tanto o Império Babilônico era inferior ao Persa que algum tempo depois os Persas dominaram totalmente os Babilônicos. ..

Atlas histórico escolar do mec.



A esquerda vemos um mapa do Império Persa; a Pérsia era uma região do Império dos Medos; notem que a Pérsia aparece em verde na parte sul do mapa; os Persas venceram os Medos e formaram um grande império, e a partir dai, com o Rei Ciro, dominaram toda a região até o que hoje conhecemos como Turquia e até o Egito; quando os Persas tentaram dominar as cidades Gregas sofreram grandes derrotas e a partir dai começou o declínio do "Império Persa"
O Mapa acima do -Atlas histórico escolar do mec -  nos mostra as conquistas de Alexandre da Macedônia.



Se observarmos  no noroeste do mapa, na cor laranja,  veremos a Macedônia; Convém lembrar que dos Reinos desse período e dessa região  a Macedônia é o único pais que existe até hoje como pais independente. O império Romano desapareceu e a cidade de Roma hoje é simplesmente a capital da Itália, O Império Babilônico desapareceu e da cidade Babilônia só restam ruínas, A Pérsia voltou a ser uma parte de um Pais que atualmente conhecemos como Irã. As cidades Gregas formavam  uma confederação hoje parte delas fazem parte do pais chamado Grécia e outra parte faz parte da Turquia.

ALEXANDRE MAGNO (336-323 ac) e seus sucessores.
A Macedônia é um estado que fica ao norte da Grécia, Seu povo admirava a cultura dos gregos e procurava imita-los; um dos seus reis:- FELIPE, enviou o seu filho ALEXANDRE  para estudar na Grécia, consta que Alexandre teria estudado com o famoso filósofo Aristóteles.
Com a morte de Felipe, Alexandre foi levado ao trono e, sendo jovem e aventureiro, montou um grande exercito e usando técnicas de guerra novas para a época (a Falange Macedônica).
Alexandre saiu para a Guerra de conquista, dominou primeiramente a Grécia e em seguida avançou para a Ásia menor e avançou até o rio Indo; conforme ia conquistando deixava generais cuidando das terras conquistadas; quando voltou de suas conquistas morreu aos 33 anos de Idade.
Seu império foi muito curto (10 anos) mas sob o aspecto cultural foi muito longo pois seus sucessores, os quais tinham a mesma ideia de helenização dos povos que dominavam,  estiveram no poder até o ano 64 ac como veremos mais abaixo.

Muito embora Alexandre tivesse morrido, seus sucessores continuaram implantando a cultura grega e sob esse aspecto é que o império de Alexandre e seus sucessores pode ser chamado de Império Grego.

Esse império de Cultura Grega dura perto de 250 anos desde 313 até 64 ac, e poderíamos dizer que durou muito mais pois quando Roma ia conquistando o Império Grego ia absorvendo a cultura Grega  que era muito mais evoluída do que a Romana. Os romanos adotaram até os deuses gregos.
Com a morte de Alexandre, cada um dos seus generais procurou conseguir um poder maior , houve muita luta entre eles, resumidamente destacamos alguns fatos do período que é muito confuso.

Com a morte de Alexandre o império fica assim dividido:
DIADOCOS 322AC.jpg (125187 bytes) Historia del mundo - José Pijoan - Salvat editores - Barcelona vol 3
O mapa  é muito ilustrativo, por estar em boa resolução deve baixar com lentidão (clique no mapa) 
Perdicas (chefe) desde a fenicia até a india
Lisimaco fica com a  Trácia
Antipater - fica com a Macedônia  
Antígono fica com o  Capadócia
Eumênio fica com a  Lidia e Panfilia
Ptolomeu fica com  o Egito a Cirenaica e Arábia  
Os generais não ficaram satisfeitos com essa divisão, até porque outros generais não foram contemplados e iniciam uma luta de vida e morte entre si.

Morre Perdicas em 321 - a viúva de Perdicas casa-se com Lisímaco e é feita nova distribuição
Morre Antipater em 319
Depois de lutas e Mortes, em 319 ac CASSANDRO, LISIMACO,  ANTIGONO, PTOLOMEU E EUMENIO se unem para tomar a Macedônia  que era de ANTIPATER
 Em 311.  
Começa a era Seleucida; Seleuco (Rei do Norte)
 O general Seleuco domina a Babilônia a Pérsia e procura dominar a Terra Santa e o 
Egito de Ptolomeu (Rei do Sul).  
Em 310
São assassinados todos os descendentes de Alexandre.
Em 306 ac chegam a uma aparente solução
SELEUCO 306 A 281 (Babilônia e Síria)
CASSANDRO 306 A 297 (Macedônia)
ANTIGONO 306 A 301 (Grande Síria)
LISIMACO 306 A 281 (Tracia)
PTOLOMEU  (Continua com o Egito)


Historia del mundo - José Pijoan - Salvat editores - Barcelona vol 3
Em 270 ac  a divisão era a do mapa ao lado











Depois de Lutas e Assassinatos Sobram Somente 4 Estados.
GRECIA
MACEDONIA
EGITO
ASIA
ASIA com os sucessores de Seleuco  (rei do norte).
EGITO com os sucessores de Ptolomeu         (Rei do Sul)  

OS SELEUCIDAS (REI DO NORTE) PROCURAM CONQUISTAR A TERRA SANTA QUE ESTAVA EM PODER DOS PTOLOMEUS (REI DO SUL) E FINALMENTE CONSEGUEM.
 
Em 168 ac os Romanos atacam a Macedônia em represália, pois a Macedônia estava apoiando um dos maiores inimigos de Roma - O General Aníbal de Cartago, o qual fora o grande chefe da última guerra púnica -  A partir dessa data a Macedônia passa a ser tratada como província Romana.
Alguns analistas religiosos pretendem que com a queda  da Macedônia nas mãos dos romanos estaria terminado o "império Grego dos Diádocos" , basta olhar no mapa para ver que essa pretensão é completamente absurda, é como dizer que se eu cortar um pedaço do rabo do cachorro o cachorro deixa de existir.

O Império Seleucida durou ainda até o ano 64 ac quando Roma invade definitivamente seus territórios e a Siria e o Reino dos Macabeus foram incorporados ao Império Romano.

Entre 175 e 164ac  o Seleucida Antíoco IV resolve impor a força a Cultura Grega aos Judeus, profana o templo (167 ac) e instala uma estatua de Zeus no Templo  e sacrifica porcos dentro do templo..
Essa abominação provocou uma Guerra; entre líderes Judeus e os exércitos seleucidas os quais já vinham sofrendo pressões romanas  no noroeste do império. 
Os judeus chefiados por Judas Macabeu vencem (141 ac) e fazem a purificação do templo, fato esse que você poderá conhecer clicando no link .http://www.eloyarraes.blogspot.com.br/2013/05/a-historia-da-festa-das-luzes-hanukkah.html

Os Diadocos Seleucidas e Ptolomeus deixaram fortes marcas no território do povo Judeu como você pode ver no mapa abaixo das viagens de São Paulo ou em qualquer mapa bíblico.
NOMES DE CIDADES VINCULADOS AOS PTOLOMEUS E SELEUCIDAS

PTOLEMAIDA
SELEUCIA
ANTIOQUIA (SIRIA)
ANTIOQUIA (PANFILIA)  
DECÁPOLIS

"Os soberanos dos estados helenísticos fundaram muitas cidades, várias das quais subsistem:- Seleuco na Síria fundou 9 Seleucidas, 16 Antioquias, 5 Laodicéias (do nome de sua mãe Laodice), Essas cidades  tinham as ruas em xadrez, praças, monumentos, locais próprios para mercados. Mas os dois grandes centros da civilização helênica foram Alexandria e Pergamo." -( Silva, Joaquim -"história Geral" 4ª edição.)

 Bibliografia:
  Leveque, Pierrre e Bonin, Sergio - Rumos do Mundo volume III  "A Aventura Grega" -  Trata-se de uma coleção francesa dirigida por Lucian Febvre e Fernand Braudel,  presidente na Escola de Altos estudos de Paris.
 
A Coleção de 13 volumes está traduzida para o português de Portugal e foi publicada pela Editora Cosmos -Lisboa.
 
Pijoan, José - Historia del mundo volume III - - Salvat Editores S.A. - 
trata-se de uma coleção de 12 volumes em espanhol - Maior, A. Souto - História Geral - 15ª Edição - Companhia Editora Nacional.
Enciclopédia conhecer volumes I, V, VI - No volume V há inclusive um pequeno estudo sobre o reino dos Diadocos e mapa ilustrativo.
Há material abundante na internet sobre o assunto, em sites altamente confiáveis produzidos por universidades e historiadores de responsabilidade reconhecida.
Como o assunto é tratado de forma indevida por vários grupos religiosos, convém que todo o material produzido e divulgado por esses sites seja cotejado com enciclopédias e com material produzido por autores não compromissados.







O SEMEADOR


A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Nada há que seja novo debaixo do sol. ecles.1:9

Paráfrase produzida por Eloy Arraes Vargas 
de Sermão pregado em em 1655 *

 
Eis que saiu a semear, aquele que semeia MATEUS: 13:3
A semente é a palavra de Deus :- Lucas 8

ISAIAS 55:10;11

10 Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come,
11 assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.
1 - Introdução
Hoje vemos milhares de pregadores pregando, cada um no seu estilo, cada um com um enfoque diferente, cada um com uma mensagem especial.
PORQUE SERÁ QUE A PALAVRA PREGADA HOJE NÃO PRODUZ EFEITOS OU FRUTOS, SEJA NO APELO “SAI DELA POVO MEU” OU NA CONVERSÃO NA VIDA DOS OUVINTES?
Milhares de pessoas continuam ouvindo e continuam na mesma vida, despreocupada, desregrada, sem interesse pelo próximo ou pelo futuro.

2 - NÃO DEVERIA SER ASSIM, A BÍBLIA DIZ QUE NÃO !
Cristo nos diz que o pregador evangélico saiu para semear.
Note-se que ele salienta não só o fato de semear mas também o ato de Sair...
Saiu sím!
Pois no dia da colheita hão de ser contados  não só os resultados da semeadura mas também os passos dados para executa-la!
Para quem trabalha com Deus até o Sair já é semear porque na obra de Deus até dos passos se colhe frutos.. Pois o sair mostra o caráter daquele que trabalha com Deus e esse caráter testemunha a obra de Deus na vida daquele que sai a semear.
 3 - Mas  se o semeador evangélico saísse e:
1 encontrasse o campo tomado.
2 Se armassem contra ele os espinhos.
3 Se levantassem contra ele as pedras.
4 se lhe fechassem os caminhos.
O que haveria ele de fazer?
Todas essas dificuldades encontrou o semeador da parábola, ele saiu a semear sim mas com pouca sorte.
 
1-     Uma parte do trigo caiu entre os espinhos e os espinhos o afogaram.
2-     Outra parte caiu sobre as pedras, e secou-se por falta de umidade.
3-     Outra parte caiu no caminho e os homens o pisaram e as aves o comeram.
Veja-se que todos os tipos de criaturas do mundo se levantaram, e se levantam ainda hoje, contra a palavra de Deus.
 
As criaturas racionais como os homens.
As criaturas instintivas como os animais
As criaturas vegetativas como os vegetais.
As criaturas insensíveis como as pedras.
Marcos 16:15
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.
Qual deveria ser a atitude do semeador? Abandonar a lavoura?
O Lavrador não abandonou a lavoura e,  para sua felicidade, a ultima parte , a que caiu em terra boa produziu muito e compensou as perdas dos demais campos.
Esse semeador é um grande exemplo a ser seguido, pois mesmo que a maior parte da minha vida tenha sido de semeadura infrutífera ainda posso ter esperança com relação a ultima parte.
 
4- A semente, a Palavra de Deus e o Coração dos homens.
A semente é a palavra de Deus.
A terra onde Caiu são os corações dos homens.
Mas e os outros personagens?
Os Espinhos
As Pedras .
O Caminho
A terra Boa.
Retorna sempre a pergunta que nos perturba:- ONDE ESTÁ HOJE O GRANDE FRUTO DA PALAVRA QUE PREGAMOS ?
Se ela é poderosa porque vemos tantas pregações e tão poucas conversões?
A Palavra nos diz que cada semente lançada produziu cem!
Eu ficaria contente se a cada cem pregações se convertesse um coração...
 
Esse é o assunto do sermão de hoje...
Que ele sirva para mim  para que eu aprenda a pregar e sirva a vocês para que possam aprender a ouvir.
QUAIS AS RAZÕES DE TÃO POUCO FRUTO? EM QUEM ESTÁ O DEFEITO?
No pregador
No ouvinte
Em Deus
============
O pregador tem a mensagem
O ouvinte  tem o entendimento
Deus tem a Graça
 Qual deles está Falhando?
1-     Não pode ser falha de Deus pois  Deus nunca falha – isso é um princípio de fé. – Notem que  a perda das sementes se deram , uma pelos espinhos,  outra porque as pedras não tinham terra, e outra porque os homens pisaram e as aves comeram. No século XIX uma famosa pregadora chegou a pregar a heresia de que Deus tinha tapado os olhos do povo para que o povo caísse em erro. Deus nunca labora no erro.
 Notem que a Parábola não diz que faltou sol ou chuva, não foram nem o sol nem a chuva as causas da perda das sementes.
      –        O fato da palavra  não frutificar não foi por causa de fatores celestiais. – a culpa sempre e nossa.
–        Deus está sempre pronto para ajudar. – Se Deus dá o sol e a chuva para os Bons e os Maus seguramente ele não negará o sol e a chuva aos maus que pretendem tornar-se bons.
 
Se a palavra de Deus não Deixa de frutificar por parte de Deus, então deve ser por causa  dos ouvintes ou dos pregadores !
 2-     Não me parece que seja por causa dos ouvintes, pois a palavra de Deus caindo na terra, ainda que não produza frutos produz efeitos.
      Vejam que  a semente que caiu no meio dos espinhos foi sufocada, mas nasceu
A semente que caiu nas pedras secou-se mas nasceu
A semente que  caiu em terra boa frutificou muito cem por um.
Como se vê  a Palavra de Deus produziu efeito mesmo quando atacada por forças da natureza. Mas o que dizer dos homens; dos ouvintes?
Ouvintes pedras
Ouvintes espinhos
Deus nos livre das vontades endurecidas, A vara de Moises tirou água da pedra mas nada se pode tirar de corações endurecidos.
E os ouvintes espinhos? só ouvem para criticar, para ferir, para desviar o conteúdo da mensagem.
 Apesar de tudo isso diz a parábola que a semente nasceu, produziu um efeito.
 Convém lembrar que:-
Ainda  há esperança para pedras e para os espinhos,  os espinhos o coroaram e as pedras o aclamarão.
 Logo a falta de fruto, ou de efeito, não é culpa nem de Deus nem dos ouvintes!!!
 Logo fica claro que a falta de fruto só pode ser culpa do pregador.
 No que pode o pregador estar falhando?
A sua pessoa.
O seu conhecimento
O assunto que prega
O estilo
A voz com que fala.
 
A Pessoa não pode ser:-
Será que os pregadores do passado eram pessoas santas? Tinham bom exemplo?
Vejam Davi, Salomão, Pedro, Os filhos de Zebedeu, Paulo
 O conhecimento não pode ser:-
Será que os pregadores do passado eram homens muito instruídos? Basta ver as histórias dos profetas e ficar sabendo que entre eles havia homens sem cultura nenhuma, até mesmo uma jumenta serviu de intermediário entre Deus e Balaão.
 O Estilo, é calmo é violento usa tecnologia moderna audio-visual?
 Pedro era grandiloquente e violento; Paulo era culto e cheio de figuras de linguagem, João Batista era violento e direto, João Evangelista era calmo e amoroso.
Recursos técnicos eram somente a voz e a sinceridade.
 A voz com que se fala:-
Moises era Gago ou fanhoso.
A verdade é que não poderia haver pior pregador do que Jonas e no entanto ele conseguiu converter uma cidade com uma única mensagem – Nínive será subvertida
Jonas pregava um único assunto, a palavra de Deus e converteu a cidade. E tudo isso com muita má  vontade.
Mas se assim é, ainda não encontramos a causa de tão pouco fruto.
Já sabemos sim que deve ter uma relação com o pregador mas como.
 A culpa não é da pessoa que prega, nem do estilo que usa nem do assunto que trata, nem do conhecimento grande nem da voz
 Moises não tinha voz
Amos era grosseiro
Salomão falava de muitos assuntos
Balaão dava mau exemplo
A mula de Balaão não tinha nenhum conhecimento.
No entanto todos eles falando persuadiam e convenciam. Pregaram a Palavra de Deus e produziram  efeitos e frutos.
Qual será então a causa de que a palavra semeada hoje não produz fruto?
            A semente é a Palavra de Deus.
 O problema é que nós não pregamos mais a Palavra de Deus .
 A verdade é que se prega hoje palavras de Deus e não A PALAVRA DE DEUS.
 Usar palavras de Deus até o diabo sabe usar e usou na tentação de Jesus.
Os pregadores usam  palavras de Deus e modificam o seu sentido.
Tem sido moda até pregar dos púlpitos palavras de outros autores, os quais escolhem palavras de Deus, umas aqui e outras ali, para construir um entendimento pessoal da mesma forma que o diabo fez na tentação de Jesus.
Procuram agradar o público fazendo do púlpito um palco ou um picadeiro de circo.
 A Pregação
 A pregação que aproveita não é aquela que da prazer ao ouvinte e sim aquela que o acorda para sua condição de pecador..
 Ouço um pregador saio contente com o sermão. Ouço o outro saio muito triste comigo mesmo.
 Qual a mensagem que produziu efeito e poderá frutificar, a primeira ou a segunda?
 Nossas pregações não produzem fruto nem efeitos porque não estamos pregando a Palavra de Deus, estamos sim usando palavras de Deus para pregar uma mensagem nossa, de nosso interesse e de nosso orgulho.
 Está na hora de acordarmos e nos dedicarmos a Palavra de Deus, o tempo é curto e nós estamos desperdiçando nosso tempo em discussões inúteis para a salvação.
   
Este texto é uma paráfrase de
um sermão pregado por Antonio Vieira em 1655  

 


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sábado, 4 de maio de 2013


BELSHAZAR -O GENERAL QUE FOI REI - SEM NUNCA TER SIDO.



BELSHAZZAR

(6º século A.C.)

 o general babilônico que foi rei sem nunca ter sido

Traduzido e condensado por

Eloy Arraes Vargas 

eloy.arraes@ig.com.br

 Até que fossem decifrados os escritos cuneiformes,  ele era só conhecido no livro de Daniel  e por sua reprodução  em Josephus, onde ele é representado como o filho de Nabucodonozor e o último rei de Babilônia.
Como o nome dele não se aparece na lista dos sucessores de Nabucodonozor feita pelos escritores gregos, foram estudadas várias sugestões sobre a identidade dele:
Niebuhr o identificou com Evil-Merodach,
Ewald com Nabonidos
outros ainda  com Neriglisser.
A decifração dos textos de cuneiformes acabaram com todas as tais especulações.
 Em 1854 H. C. Rawhinson decifrou o texto em uma inscrição que pertence ao primeiro ano de Nabonidos o qual tinha sido descoberto nas ruínas do templo do Deus Lua em Muqayyar ou Ur: dizia o texto: Bel-sarrauzur , defenda o rei,. Nesse texto, Nabonidos o chama  de seu  filho primogênito, e reza para que ele possa não dar oportunidades  para pecar, mas que o medo da grande divindade do Deus-Lua pudesse morar no coração dele. Nos contratos e documentos há semelhantes referências freqüentes a Belshazzar que às vezes é intitulado simplesmente o filho do rei.

Ele nunca foi Rei e nem era filho de Nabucodonozor, na verdade o pai dele era  Nabonidos (Nabunaid), o filho de Nabu - ~ baladsu-iqbi, não relacionado com a família de Nabucodonozor o qual deveu a sua acessão ao trono a uma revolução palaciana. Porém, Belshazzar parece ter tido mais energia política e militar que o pai cujos gostos eram a arqueologia e a religião; Belshazzar  foi comandante  do exército, e enquanto isso morava  no acampamento perto de Sippara, e organizava a  defesa contra a invasão de CIRO. Por essa razão a tradição judaica substituiu o nome do pai pelo nome dele, e usou a morte dele para marcar a queda da monarquia babilônica.

Nós aprendemos da crônica babilônica que  do 7º ano de Nabonidos (548 A.C.) em diante o filho do rei estava com o exército em Akkad nas vizinhanças de Sippara. Isto de acordo com o. Dr Th. G. Pinches, o qual fala dos numerosos presentes dados por ele ao templo do Deus-Sol  em  Sippara. Então no 5º dia  de Ab dentro do 7º ano de Nabonidos quer dizer, aproximadamente três semanas depois que as forças de Ciro entraram na Babilônia e só três meses antes da morte de  Belshazzar o encontramos pagando 47 shekels de prata ao templo em nome da irmã dele, valor esse que representava o dízimo devido por ela. Num  período mais cedo há menção freqüente das transações de comércio dele que foram levadas a cabo pelo seu mordomo. Assim em 545 A.C. ele emprestou 20 manehs de prata a um indivíduo,  e um ano depois o mordomo dele negociou um empréstimo de 16 shekels. 

A história do banquete de Belshazzar e do assédio e captura de Babilônia por Ciro que está descrita nos livros de Daniel e no Cyropaedia de Xenophon indicam ser  reproduções por retro-projeção da re-conquista da cidade por Darius Hystaspis.(Dario o Medo)

Na realidade os fatos teriam sido muito diferentes. Ciro tinha invadido a Babilônia em duas direções, ele marchou para a confluência do Tigre e Diyaleh, enquanto Gobryas, o sátrapa do Kurdistão, conduziu outro corpo de tropas ao longo do curso do Adhem.
A parte do exército babilônico que deveria proteger a fronteira oriental tinha sido confiada a Opis e  foi derrotada nos bancos do Nizallat, e os invasores entraram pelo rio Tigre na cidade de Babilônia. No 14º dia  de Tammuz (junho), 538 A.C., Nabonidos fugiu de Sippara para onde ele tinha levado os filhos, e a cidade de Babilônia se rendeu  ao inimigo. Enquanto isso Gobryas tinha sido despachado para Babilônia  abriu seus portões ao invasor nos 16º do mês sem combate ou batalha, depois de alguns dias Nabonidos foi tirado do seu esconderijo e foi feito prisioneiro.
De acordo com Berossus, Nabonidos posteriormente foi designado pelo conquistador como governador de Karmania . Porém, Belshazzar ainda ofereceu resistência, e provavelmente o próprio Ciro não chegou Babilônia até quase quatro meses depois, em 3º de Marchesvan. No dia 11º daquele mês Gobryas foi despachado para pôr termo à última ameaça de resistência no país, e o filho do rei morreu.

Conforme a política conciliatória de Ciro, um luto geral foi proclamado por causa da morte dele, e isto durou  seis dias, de 27º de Adar até 3º de Nisan. Infelizmente as letras que representam o palavra filho está indistinta no tablete que contém os anais de Nabonidos, de forma que a leitura não é absolutamente certa. Porém, a única outra leitura possível seria “o rei morreu”, e esta leitura é excluída pelo fato que Nabonidos se tornou um sátrapa Persa, e em parte porque não se fala mais em Belshazzar nos anais da época
A morte de Belshazzar subseqüentemente a rendição de Babilônia e a captura de Nabonidos, e com isto o último esforço nativo para resistir ao invasor, responderia pela posição que ele assumiu na tradição posterior e ter o seu nome em substituição ao do Rei.

Bibliografia: See Th. G. Pinches, P.S.B,A., May 1884; H. Winckler, Zeitschriftfiir Assyriologie, ii. 2, 3 (1887); Records of the Past, new series, i. pp. 22-3 I (1888); A. H. Sayce, The Higher Criticism, pp. 497-537

sexta-feira, 3 de maio de 2013


O ATO DE COMER É SAGRADO - RESPEITE-O

Você sabia que o ato de comer é um ato sagrado?
Publicado originalmente em espanhol por "migalhas de Vida"
Traduzido para o português por Eloy Arraes Vargas 
Jesus “havendo dado graças”, alimentou 5000 pessoas (João 6:11). O mesmo lemos a respeito dos 4000 (marcos 6:11). Quando você ora, você se coloca na presença de Deus. Se não fosse assim a sua oração seria um sacrilégio. Portanto quando você dá graças pela comida, você se dispõe a comer na presença de Deus, Isso não significa limitar o prazer de comer, pelo contrario, é um momento de alegria sabendo que é um dom de Deus , o qual sacia a tua boca (sal. 103:5).!
Essa é uma boa razão para Agradecer.
 Agradecer também pelo dom do apetite, graças ao qual podemos desfrutar a comida. Jesus ensinou essa verdade, como podemos ver em João 6: : é o Meu Pai quem vos dá o pão do Céu, porque o pão de Deus é aquele que desce do Céu e da vida ao mundo... Eu sou o Pão da vida... A menos que comais  a carne do Filho do homem, e bebais o seu sangue, não tereis vida em vos (V 32  -53). Essas palavras encerram algo profundo, muito embora simples. Implicam que nenhuma vegetação nem mesmo os vegetais comestíveis, povoaria o planeta terra a menos que houvesse sido redimido pelo sacrifício de Jesus: Quando ele morreu, o sangue fluiu de suas feridas até empapar a terra a seus pés, santificando a terra com isso.
As orações maquinais e irrefletidas pedindo as bênçãos pelos alimentos nos colocam perigosamente na situação de comer e beber para nossa própria condenação, segundo a advertência de Paulo I corintios 11:29. Pois estaríamos comendo sem discernir o corpo do Senhor.

Isso envolve muito mais do que a eucaristia,  A Ceia do Senhor  . “Devemos a nossa Vida Terrestre a morte de Cristo, o pão que comemos foi comprado por seu corpo quebrantado. A Água que bebemos foi comprada por seu sangue derramado. Ninguém santo ou pecador come o seu alimento diário sem ser nutrido pelo corpo e sangue de Jesus. Isso torna sagrado nosso pão de cada dia. A mesa Familiar vem a ser como a mesa do Senhor e toda comida é um sacramento"

Os antigos israelitas comeram o maná que Deus lhes dava generosamente, “sem discernir o corpo do Senhor” “Todos comeram mesmo alimento espiritual... Cristo. Não obstante  a maioria deles não agradou a Deus; não puderam entrar na terra prometida devido a sua incredulidade. ( I corintios 10: 3-5; Heb 3; 19 ), Isso determina 4 aspectos 
a) O tipo de alimento que comemos
b) A quantidade de alimento que comemos
c) se comemos com fé
d) se comemos com incredulidade!
Essa pode ser a razão de muitos males! Nunca coma aquilo que sabes que Deus não proveu  para o bem do teu corpo, tua mente e do teu próximo. “comei bem diz o Senhor em Isaias 55:2, “e vos deleitareis com o que é substancioso. “que prosperes e tenhas saúde , assim como prosperas espiritualmente (3Joao 2) 


JESUS E OS APÓSTOLOS NÃO ERAM POBRES



TÃO POBREZINHO NO SEU BERCINHO.  
Estudo realizado originalmente, pelo autor, em 1992 na Igreja de Riacho Grande. O JT de  13/11/97 publicou o Artigo que está no final abordando o mesmo assunto, atualmente na Internet é possível encontrar muitos estudos a respeito.
Eloy Arraes Vargas
Objetivo do estudo:- Mostrar que a afirmação de que Jesus preferia os pobres e rejeitava os ricos não tem Base bíblica e que tal afirmação nada mais é do que preconceito inserido no cristianismo pela tradição.
 TÃO POBREZINHO !
 Existe um hinozinho bastante cantado entre as crianças que diz:
Tão pobrezinho no seu bercinho
Na manjedoura veio nascer.
Foi desprezado foi rejeitado
Ninguém o quis receber.
 Será que existe verdade nessas frases que são inculcadas na mente das crianças e que as acompanham até a velhice?
 Leiamos inicialmente   Lucas 2:7
Vejamos pois, Jesus foi colocado em uma manjedoura porque “Não Havia Lugar para eles na estalagem”.
 Logo, eles haviam procurado se hospedar em um dos hotéis da época e em época de festas as hospedagens são sempre mais caras, portanto portavam dinheiro suficiente para pagar a hospedagem, mas não encontraram lugar.
Porque não havia lugar na estalagem?
Primeiro porque era ocasião das festas do ano novo Judeu, e segundo porque com o recenseamento havia muita gente na cidade.
Durante as Festas  as pessoas se dirigiam a Jerusalém e grande parte delas ficava hospedada nas cidades próximas. (Belém fica a 7 km. de Jerusalém)
 Logo Jesus foi colocado em uma manjedoura porque não encontraram local de hospedagem.
 

A CONDIÇÃO ECONÔMICA DE JOSÉ

Muitas vezes é passada a informação de que José por ser carpinteiro era uma pessoa muito pobre, o que demonstra um incrível preconceito e desconhecimento da época.
 Vejamos alguns detalhes:
Na época ser carpinteiro era uma profissão liberal equivalente a classe média alta, as grandes construções na região eram feitas de Madeira ( vide o Templo de Jerusalém) e os navios eram todos feitos de madeira, tudo isso era obra de carpintaria e marcenaria, se bem que não se tem da época informações que se diferenciasse essas duas profissões.
José possuía inclusive condução pessoal da época, equivalente ao que hoje chamamos de carro popular, ou seja um Jumento – O fusquinha da época.
 A distancia entre Nazaré e Belém é de 142 km. aproximadamente.
Quem em sã consciência sairia em uma viagem dessa a pé e com a mulher grávida no lombo de um jumento sem ter como pagar a hospedagem no meio do caminho?
 Seguramente José tinha uma condição financeira razoável e precisava recensear-se caso contrário perderia uma série de condições de cidadania que o impediriam de exercer sua profissão.

AS RELAÇÕES DE JESUS COM OS RICOS.
 

LUCAS 18: 18-30

 Vs. 18
Um Jovem chega até Jesus e pergunta o que deveria fazer para herdar a vida eterna?
Fato 1 – ele queria fazer alguma coisa para  ter méritos para herdar a vida eterna.
Vs 19
 Jesus propõe a primeira advertência pois o Jovem atribui a Jesus uma qualidade que só se deveria atribuir a Deus.
Vs. 20
Já que ele pretendia fazer algo Jesus lhe propõe uma coisa comum entre os fariseus, qual seja guardar cuidadosamente os mandamentos.
Vs 21
O Jovem acreditava que já cumpria os mandamentos e questionou Jesus por isso.
Vs 22
Jesus mostrou que se era para fazer algo ainda faltava àquele jovem fazer algo, desligar-se dos interesses materiais..
Mateus 19:21 esclarece mais, Jesus disse ao Jovem, “se queres ser perfeito”. Ou seja se ele pretendia a perfeição deveria desligar-se dos seus bens e seguir a Jesus.
O Jovem retirou-se triste. E Jesus o Amou.
Lucas 18:24
Aqui um versículo muito discutido quando não deveria pois o próprio texto traz a solução.
Pergunto:- É impossível um Rico entrar no reino de Deus?
Jesus Responde:- Não, mas é difícil...
Marcos 20:24 esclarece “Os que confiam nas riquezas”.
Parece-me que as coisas estão se esclarecendo, Não é simplesmente ser rico, mas confiar nas riquezas.
 Em Lucas 18:25 aparece o grau de dificuldade – “é Mais fácil um camelo entrar pelo fundo de uma agulha”. Ou seja é totalmente impossível entrar no reino de Deus confiado nas riquezas.

A REAÇÃO DOS DISCÍPULOS

Vs.26
Os que ouviram isso disseram:- Logo quem pode salvar-se?.
Eu me pergunto, porque os discípulos tiveram essa preocupação se eles eram todos muito pobres?
Ou será que não eram?
 No final voltaremos a analisar este texto, agora vamos passear um pouco pelo novo testamento.
 PASSEIO PELO NOVO TESTAMENTO
 
OS DISCÍPULOS:
 Pedro e André eram irmãos. Mateus 4:18
 Simão Tinha um Barco de Pesca – Lucas 5:3
 Tiago e João eram Irmão eram filhos de Zebedeu e de Salomé a qual era Irmã de Maria (mãe de Jesus?) e era  uma   família muito rica dedicada a Pesca – Mateus 4:21 ;Marcos 1:20 a qual tinha não somente Barcos mas também empregados.
 João apesar de Jovem tinha relacionamentos influentes no país, pois apesar de morar na Galiléia, onde pescavam, era conhecido do sacerdote – João 18:15, a 130 km de distância e depois da crucificação João recebeu Maria mãe de Jesus em sua casa em Jerusalém –João 19:27  - ou seja possuíam casa na província e na capital.
 Mateus era coletor de impostos, isso não é novidade, mas a pergunta é : como alguém conseguia chegar a condição de coletor de impostos?
O cargo era uma espécie de Franquia, alguém com muito dinheiro comprava a franquia, e o que ele arrecadasse além da franquia pertencia a ele.
Assim era que os coletores de impostos, que já eram Ricos, ficava ainda mais ricos.  
 Zaqueu, não era apostolo, mas seguramente era discípulo, e também era coletor de impostos.
 Barnabé era Rabino em Chipre, possuía muitos bens, inclusive doou uma herança para a caixa da Igreja. (atos 4:36-37)
 João Marcos era filho de uma Família Rica em Jerusalém, o Pai era Grego e a Mãe Judia (leia-se sobre a casa de Marcos em Atos 5:42).
 Paulo era um Doutor da Lei – ou seja um Rabino especial, sustentou a maior parte (se não todo) do seu próprio ministério.
 A Maior parte dos apóstolos eram oriundos da mesma cidade e grande parte deles eram parentes entre si, a maioria de famílias de classe econômica alta ou média-alta.
 O leitor pode pesquisar mais lendo as indicações abaixo e tirar conclusões:
 Algumas relações interessantes:-
 Pedro (Filho de Jonas)  e Andre ( Filho de Jonas)
João e Tiago
Felipe e Tomé
Bartolomeu e Mateus
Tiago Filho de Alfeu
Simão Zelotes
Judas filho de Tiago.
Comece por João 1:45-46.
Salomé, Mulher de Zebedeu e mãe de Tiago e João
Mateus 27:56
Marcos 15:40 e 16:1
Mateus 27:56
João 19:35
Maria Mãe de Tiago o menor e Salomé
 
 
ENCERRANDO O ESTUDO E A PESQUISA.
 
Lucas 18:26
A angustia dos discípulos- Quem poderá salvar-se?
Agora entendemos a angustia e a pergunta, grande parte deles eram ricos e de famílias ricas.
Jesus respondeu Vs:27
As coisas impossíveis aos homens São possíveis a Deus.
 Ou seja assim como um camelo não pode passar pelo fundo de uma agulha, da mesma forma um rico não pode entrar no reino dos Céus, a menos que o Deus do impossível realize este milagre.
 Ou seja assim como Deus pode desmaterializar um camelo e faze-lo passar pelo fundo de uma agulha, assim também o mesmo Deus pode fazer o grande milagre de transformar um homem, ainda que rico, e fazê-lo entrar no Reino de Deus.
 Confirmando todo esse raciocínio temos no Vs. 28 uma fala muito importante de Pedro.
“e nos que deixamos tudo” ora é evidente que só deixa quem tem.
Jesus o consola no final da conversa Vs. 29 e 30 com uma grande promessa.
 Conclusão final:
A participação no reino de Deus não está vinculada ao fato de ser rico ou pobre mas está vinculada ao poder milagroso de Jesus em transformar vidas ou pessoas.
Tanto o Rico como o Pobre são salvos pelo milagre realizado por Jesus  em suas vidas.
Tanto o Rico como o Pobre são resgatados por milagre e esse milagre é feito por Deus em nossas vidas.
 
Eloy Arraes Vargas


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EVANGELHO DE JOÃO PARALELO EM GREGO; LATIM E PORTUGUÊS


O EVANGELHO DE JOÃO 
PARALELO EM GREGO; LATIM E PORTUGUÊS
EVANGELHO SEGUNDO JOÃO CAPÍTULO 1
Uma análise comparada da tradução do capítulo primeiro do evangelho de João, existente em português,  com o texto em latim e grego.
caso o leitor queira ver os textos em grego e latim em paralelo pode visitar
Para ler o texto em inglês que mais se aproxima do grego e do latim veja a tradução para o inglês feita por Tyndale em
Como nem todos os computadores tem instaladas fontes gregas, usaremos neste comentário os caracteres latinos e o texto da vulgata.
A análise desta comparação trará algumas surpresas para muitos leitores bíblicos.
Antes de iniciarmos convém saber alguns detalhes do Latim e do Grego que diferem do português.
No latim e no Grego ( até mesmo no inglês) existem 3(três) gêneros:- Masculino, feminino, e neutro.
No latim  os pronomes demonstrativos para o caso são  Hic, Haec, Hoc  traduzidos por este, esta, isto.
Verbum em latim é neutro e se traduz por palavra e nunca por verbo.
Lux  e vita também são neutros.


1


Vamos iniciar nossa leitura:
Grego Stephens 1550 Textus Receptus
en arch hn o logoV kai o logoV hn proV ton qeon kai qeoV hn o logoV
Latin Vulgate
1:1 in principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum et Deus erat Verbum

1:1 no princípio era a palavra e a palavra estava com Deus e Deus era a palavra.
Note-se que aqui já há uma distorção,  o texto originalmente fala  DEUS ERA A PALAVRA e não A palavra era Deus.
Note-se que  em Deus erat Verbum, Deus está  no nominativo - Logo na oração Deus erat Verbum -  Deus é o sujeito da oração. 
Pode parecer uma observação sem grande significado, mas quando eu digo Deus era a palavra, Deus é o sujeito da frase; quando eu digo A palavra era deus eu torno palavra"  sujeito da frase e lhe dou um atributo "Ser Deus" o que não esta no original grego  nem  em latim.

2

Stephens 1550 Textus Receptus
outoV hn en arch proV ton qeon
Latin Vulgate
1:2 hoc erat in principio apud Deum

1:2 isto estava no princípio com Deus
Note-se que a "palavra" tem gênero neutro, (hoc) ou seja, não era masculino nem feminino; na realidade não era um ser mas sim  um ato que estava sendo exercido por Deus.
Note-se que o que se diz na segunda oração é que " A palavra estava com Deus" assim como se diz de quem discursa :- a palavra estava com o Promotor.
Se formos ao livro do Genesis vamos ver que todas as coisas foram criadas através da palavra de Deus ; por exemplo:- Disse Deus, haja luz e houve luz.

3

Stephens 1550 Textus Receptus
panta di autou egeneto kai cwriV autou egeneto oude en o gegonen
Latin Vulgate
1:3 omnia per ipsum facta sunt et sine ipso factum est nihil quod factum est

1:3  tudo foi feito pelo MESMO (Deus) e nada foi feito sem a mesma (neutro - palavra)   se fez.

4

Stephens 1550 Textus Receptus
en autw zwh hn kai h zwh hn to fwV twn anqrwpwn
Latin Vulgate
1:4 in ipso vita erat et vita erat lux hominum

1:4 e nisto (na palavra) estava a vida e a vida era a luz dos homens.
Novamente não podemos nos esquecer que  vida e luz são substantivos neutros.

5

Stephens 1550 Textus Receptus
kai to fwV en th skotia fainei kai h skotia auto ou katelaben
Latin Vulgate
1:5 et lux in tenebris lucet et tenebrae eam non conprehenderunt

1:5 e a luz  nas trevas brilhou e as trevas não a apreenderam

6

Stephens 1550 Textus Receptus
egeneto anqrwpoV apestalmenoV para qeou onoma autw iwannhV
Latin Vulgate
1:6 fuit homo missus a Deo cui nomen erat Iohannes

1:6 houve um homem, enviado de  Deus cujo nome era João.

7

Stephens 1550 Textus Receptus
outoV hlqen eiV marturian ina marturhsh peri tou fwtoV ina panteV pisteuswsin di autou
Latin Vulgate
1:7 hic venit in testimonium ut testimonium perhiberet de lumine ut omnes crederent per illum

1:7 ele veio em testemunho para dar testemunho da luz e todos cressem por meio dele.

8

Stephens 1550 Textus Receptus
ouk hn ekeinoV to fwV all ina marturhsh peri tou fwtoV
Latin Vulgate
1:8 non erat ille lux sed ut testimonium perhiberet de lumine

1:8 Ele não era a luz mas para testemunhar da luz.

9

Stephens 1550 Textus Receptus
hn to fwV to alhqinon o fwtizei panta anqrwpon ercomenon eiV ton kosmon
Latin Vulgate
1:9 erat lux vera quae inluminat omnem hominem venientem in mundum

1:9 era luz verdadeira que iluminou todos os homens que viam  no mundo.

10

Stephens 1550 Textus Receptus
en tw kosmw hn kai o kosmoV di autou egeneto kai o kosmoV auton ouk egnw
Latin Vulgate
1:10 in mundo erat et mundus per ipsum factus est et mundus eum non cognovit

1:10 estava no mundo e o mundo foi feito pela mesma e o mundo não a conheceu.
 

11

Stephens 1550 Textus Receptus
eiV ta idia hlqen kai oi idioi auton ou parelabon
Latin Vulgate
1:11 in propria venit et sui eum non receperunt

1:11 veio para o que era seu e os seus não receberam

12

Stephens 1550 Textus Receptus
osoi de elabon auton edwken autoiV exousian tekna qeou genesqai toiV pisteuousin eiV to onoma autou
Latin Vulgate
1:12 quotquot autem receperunt eum dedit eis potestatem filios Dei fieri his qui credunt in nomine eius

1:12 A todos os que a receberam deu-lhes o poder de filhos de Deus, aos que creram em seu nome.

13

Stephens 1550 Textus Receptus
oi ouk ex aimatwn oude ek qelhmatoV sarkoV oude ek qelhmatoV androV all ek qeou egennhqhsan
Latin Vulgate
1:13 qui non ex sanguinibus neque ex voluntate carnis neque ex voluntate viri sed ex Deo nati sunt

 1:13  que não através do sangue nem através da vontade da carne nem através da vontade do varão mas são nascidos através de Deus.

14

Stephens 1550 Textus Receptus
kai o logoV sarx egeneto kai eskhnwsen en hmin kai eqeasameqa thn doxan autou doxan wV monogenouV para patroV plhrhV caritoV kai alhqeiaV
Latin Vulgate
1:14 et Verbum caro factum est et habitavit in nobis et vidimus gloriam eius gloriam quasi unigeniti a Patre plenum gratiae et veritatis

1:14 e a palavra foi feita carne e habitou entre (em) nós e vimos sua glória, gloria como ( quase) do unigênito do Pai, cheio de graça e verdade.

15

Stephens 1550 Textus Receptus
iwannhV marturei peri autou kai kekragen legwn outoV hn on eipon o opisw mou ercomenoV emprosqen mou gegonen oti prwtoV mou hn
Latin Vulgate
1:15 Iohannes testimonium perhibet de ipso et clamat dicens hic erat quem dixi vobis qui post me venturus est ante me factus est quia prior me erat

1:15 João deu testemunho da mesma e clamava dizendo:- Este era de quem eu vos disse, aquele que vem depois de mim foi feito antes de mim.

16

Stephens 1550 Textus Receptus
kai ek tou plhrwmatoV autou hmeiV panteV elabomen kai carin anti caritoV
Latin Vulgate
1:16 et de plenitudine eius nos omnes accepimus et gratiam pro gratia

1:16 e todos recebemos da sua plenitude e graça sobre graça.

17

Stephens 1550 Textus Receptus
oti o nomoV dia mwsews edoqh h cariV kai h alhqeia dia ihsou cristou egeneto
Latin Vulgate
1:17 quia lex per Mosen data est gratia et veritas per Iesum Christum facta est

1:17 posto que a lei dada por Moises é graça e verdade  feita por Jesus Cristo.

18

Stephens 1550 Textus Receptus
qeon oudeiV ewraken pwpote o monogenhV uios o wn eiV ton kolpon tou patroV ekeinoV exhghsato
Latin Vulgate
1:18 Deum nemo vidit umquam unigenitus Filius qui est in sinu Patris ipse enarravit

1:18 Ninguém viu Deus,  senão ao unigenito filho,  que está no seio do Pai, o Mesmo o permitiu claramente
 1:18 (mais correntemente) Ninguém viu Deus senão o filho que está no seio do Pai, ao qual o Pai permitiu ve-Lo claramente.

19

Stephens 1550 Textus Receptus
kai auth estin h marturia tou iwannou ote apesteilan oi ioudaioi ex ierosolumwn iereiV kai leuitaV ina erwthswsin auton su tiV ei
1:19 et hoc est testimonium Iohannis quando miserunt Iudaei ab Hierosolymis sacerdotes et Levitas ad eum ut interrogarent eum tu quis es
1:19 e isto é o testemunho de João quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para o interrogarem  (dizendo) Quem és.

20

Stephens 1550 Textus Receptus
kai wmologhsen kai ouk hrnhsato kai wmologhsen oti ouk eimi egw o cristoV
Latin Vulgate
1:20 et confessus est et non negavit et confessus est quia non sum ego Christus

1:20 E confessou e não negou, confessou - Eu não sou o Cristo.

21

Stephens 1550 Textus Receptus
kai hrwthsan auton ti oun hliaV ei su kai legei ouk eimi o profhthV ei su kai apekriqh ou
Latin Vulgate
1:21 et interrogaverunt eum quid ergo Helias es tu et dicit non sum propheta es tu et respondit non

1:21 e o interrogaram - És tu Elias? Ele disse :- não Sou 
Tu És profeta? e ele respondeu :- Não.

22

Stephens 1550 Textus Receptus
eipon oun autw tiV ei ina apokrisin dwmen toiV pemyasin hmaV ti legeiV peri seautou
Latin Vulgate
1:22 dixerunt ergo ei quis es ut responsum demus his qui miserunt nos quid dicis de te ipso

1:22 Disseram então: - quem és para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?

23

Stephens 1550 Textus Receptus
efh egw fwnh bowntoV en th erhmw euqunate thn odon kuriou kaqwV eipen hsaiaV o profhthV
Latin Vulgate
1:23 ait ego vox clamantis in deserto dirigite viam Domini sicut dixit Esaias propheta

1:23 Eu sou a voz que clama no deserto  dirige-te pelo caminho do Senhor, como disse o profeta Isaias.



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

E o cavalo me mostrou





Estava passando uma temporada na fazenda Curral-mole, em formosa Goiás. Aproximadamente uns 30 km da cidade.
Amanheceu, e como era muito cedo, estava frio, contudo havia um sol nascente com raios quentinhos, que acariciavam minha pele me aquecendo. Nunca havia prestado atenção na gostosura do sol numa manhã fria; os raios eram vivificantes, confortantes, Como o sol é bom na hora certa! Chegava a sentir minha pele absorvendo àquela energia, aquele calor carinhoso.
Às vezes quando era menor e não podia campear, ou seja, buscar as vacas faltantes para ordenha, ficava ali em cima da cerca feita de lascas de aroeira, me aquecendo ao sol, enquanto aguardava a caneca de café com o leite tirado na hora; lá mesmo sobre a cerca tomava tudo.
Mas esta época de ficar em cima da cerca, tomando sol e aguardando uma caneca de café com leite havia passado. Agora após alguns anos minha missão era ajudar e naquele dia faltaram algumas vacas leiteiras e fui encarregado de procurá-las no pasto.
Peguei o cavalo no pastinho, que sempre tem em qualquer fazenda, ao lado da sede e parti em busca das vacas rebeldes. Procurei nos lugares mais fáceis onde provavelmente estariam, e nada! Fui pelos mangueirais antigos, por trás do morro, ao lado da cerca de pedra, que separava nossa fazenda da de um outro vizinho. Muro de pedra, talvez erguido por escravos ou por peões, parece-me que muito antigamente não tinha arame para separar as fazendas e a solução era fazer cerca de pedra ou madeira.
Estive em todos os lugares onde poderiam estar e nada.
Então olhei por trás dos mangueirais onde havia um córrego e percebi que havia uma trilha entrando em uma capoeira. Pensei devem estar ali! E lá fui eu; Adentrei-me à capoeira e vasculhei-a por todo lado. Tudo era igual dentro da capoeira, andei por todos os trilhos que havia e não encontrei uma vaca sequer!
Pensei! Não estão é aqui e já hora de sair desta capoeira e ver se estas vacas não chegaram no curral por outro caminho, ou se fugiram para outro pasto!
Fustiguei o cavalo determinando para ele qual era o caminho a seguir para sair da capoeira. Estava demorando um pouco para conseguir encontrar o córrego por onde tinha entrado na capoeira. Continuei assim por algum tempo e não achava a saída. Às vezes chegava num determinado lugar o caminho se dividia em dois trilhos e eu forçava o cavalo a ir por onde eu pensava que era certo, mesmo sentindo que ele queria ir pelo outro trilho.
Continuei na minha busca por muito tempo. Já estava dando uns safanões no cavalo e brigando com mesmo, pois ele teimava em certos momentos em não seguir o caminho que pela rédea eu comandava.
Chegou um momento que percebi que estava perdido! Puxa! Eu não estava conseguindo sair daquela capoeira ali do lado do córrego e ao lado dos mangueirais? Não, não é possível vou achar a saída! Em vão; não dava nem para ver para que lado estava o sol! E mesmo que desse, acho que não saberia me orientar. Procurei andar em linha reta para chegar ao córrego; que nada! caminho algum levava ao córrego.
Comecei a entrar em desespero! Briguei mais algumas vezes com o cavalo que não estava querendo seguir a trilha que eu indicava... Depois de tentar tudo, chegaram as lágrimas comum nas crianças... Eu estava realmente perdido! Precisava de ajuda. Onde encontrá-la? O que fazer? Como sairia eu daquela maldita capoeira?
Novamente o cavalo queria me desobedecer, dei-lhe umas chicotadas, pois ele queria ir para o outro lado!
O que?
Porque ele está querendo ir por outro caminho?
Puxa! eu estou perdido mesmo! Então não custa nada!
Vou deixar este cavalo idiota ir por onde ele quer...
Vá!
Soltei as rédeas e deixei o cavalo escolher o caminho. Foram alguns momentos... Não sei precisar quanto .. Logo apareceram o córrego e a trilha por onde eu tinha entrado..O CAVALO SABIA MAIS DO QUE EU.
Aprendi que quando você está perdido e a cavalo ; solte as rédeas que ele te leva de volta para casa.
Aprendi também que "Não podemos orientar o vento, mas podemos ajustar a vela."
Vivendo e aprendendo
Deus estava ali com aquele animal para me mostrar o caminho de volta para casa!


Lição:
Certa vez, durante um estudo bíblico, meu amigo Eduardo me disse: “As pessoas estão sem o norte”. São pessoas que vivem no mundo sem saber para onde estão indo, são levadas por qualquer vento; são como marinheiros no mar sem uma bússola, levados pelo vento.
Estão perdidos.
JESUS DISSE:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” – “Ninguém vai ao Pai senão por mim” –
“Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.”
A Palavra e as promessas de Deus, são o nosso norte.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A ARTE DE OUVIR

REFLEXÕES SOBRE A ARTE DE OUVIR

Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massas como a interpessoal, é o de como o receptor, ou seja, o outro, ouve o que o emissor, ou seja, a pessoa, falou.

Numa mesma cena de telenovela, notícia de telejornal ou num simples papo ou discussão, observo que a mesma frase permite diferentes níveis de entendimento.

Na conversação dá-se o mesmo. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.

Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações e, como ando bastante entusiasmado com a formulação delas, divido-as com o competente eleitorado que, por certo, me ajudará, passando-me as pesquisas que tenha a respeito.

Observe que:

1. Em geral o receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que o outro não está dizendo.

2. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que quer ouvir.

3. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que já escutara antes e coloca o que o outro está falando naquilo que se acostumou a ouvir.

4. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que imagina que o outro ia falar.

5. Numa discussão, em geral, os discutidores não ouvem o que o outro está falando: eles ouvem quase que só o que estão pensando para dizer em seguida.

6. O receptor não ouve o que o outro fala: ouve o que gostaria ou de ouvir ou que o outro dissesse.

7. A pessoa não ouve o que a outra fala: ela apenas ouve o que está sentindo.

8. A pessoa não ouve o que a outra fala: ela ouve o que já pensava a respeito daquilo que a outra está falando.

9. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ela retira da fala da outra apenas as partes que tenham a ver com ela e a emocionem, agradem ou molestem.

10. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, ela transforma o que a outra está falando em objeto de concordância ou discordância.

11. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que possa se adaptar ao impulso do amor, raiva ou ódio que já sentia pela outra.

12. A pessoa não ouve o que a outra fala: ouve da fala dela apenas aqueles pontos que possam fazer sentido para as ideias e pontos de vista que, no momento, a estejam influenciando ou tocando mais diretamente.

Esses doze pontos mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, ou são monólogos simultâneos trocados à guisa de conversa, ou são monólogos paralelos, à guisa de diálogo. O próprio diálogo pode haver sem que necessariamente haja comunicação. Pode até haver um conhecimento a dois, sem que, necessariamente, haja comunicação. Esta só se dá quando ambos os polos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de ”escutar”,  mas no sentido de “procurar compreender”, em sua extensão e profundidade, o que o outro está dizendo.

Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia.

Ouvir implica numa entrega ao outro, numa diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento permanente, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo interfere como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.

Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audiência. Outros elementos perturbam o ato de ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem de si mesmas. Elas precisam “não ouvir” porque “não ouvindo” livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem e assim por diante. Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não ouvir é, pois, um sólido mecanismo de defesa.

Ouvir é um grande desafio. Desafio de abertura interior; de impulso na direção do próximo, de comunhão com ele, de aceitação dele como é e como pensa. Ouvir é proeza. Ouvir é raridade. Ouvir é ato de sabedoria.

Depois que a pessoa aprende a ouvir, ela passa a fazer descobertas incríveis escondidas ou patentes em tudo aquilo que os outros estão dizendo a propósito de falar.

Artur da Távola

"Quem responde antes de ouvir, comete insensatez e passa vergonha" - Provérbios 18:13

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Valor das anotações - Pão comido não é lembrado!

      Este artigo tem como objetivo mostrar como somos falhos, esquecidos e capazes de cometer terríveis equívocos.
      Certa vez um rapaz se viu numa situação embaraçosa e constrangedora, pois na época cuidava da conta de poupança de uma Senhora idosa, tendo sido nomeado pela mesma para controlar as saídas e entradas de dinheiro. Apesar de ter sido nomeado, deixava o cartão da conta e a senha junto com os documentos na casa da mesma.

      Passou o tempo, talvez quatro ou cinco anos.... UM DIA... Três parentes daquela senhora, O colocaram na sala da casa, na presença daquela senhora e o questionaram:

- Ocorreu um saque de Cr$ 10.000,00(Dez mil cruzeiros) na Conta, para o que foi este dinheiro? Você deve nos prestar conta, diga-nos o que ocorreu?
- Pego de surpresa ficou constrangido, pois não se lembrava daquele saque;  Respondeu que não sabia; A Pressão continuou, pois como responsável deveria dar conta do sumiço daquela quantia;
- Ficando muito constrangido e envergonhado, pois não se lembrava de nada! Depois de um tempo de pressão e de olhares condenativos e desconfiados; Andou para lá e para cá tentando achar uma saída ou se lembrar, mas nada!  Estava sendo visto como um 171 da vez!
- Muito constrangido, resolveu pegar os extratos da conta e verificar se havia alguma anotação, pois sendo criterioso, era seu costume fazer anotações; Verificando os extratos, no cantinho estava escrito: "Dinheiro usado para comprar o carro X", emprestado ao fulano;
- se lembrou de imediato da referida compra e da transação bancária; Pôde então se explicar e tirar seu nome da vergonha eterna que carregaria daquele dia em diante, livrado no momento certo, por aquela bendita anotação, feita anos antes. Penso que até hoje alguém o constrangeria e perguntaria: 
- Onde estão os Cr$ 10.000,00 da velha que você deu o sumiço?
- Você devolveu o dinheiro da velha?
- Malandro hein! não deixa de tirar uma casquinha!
- Você tem que devolver o dinheiro, ok?

      O Que ocorre é que se não tivesse provado o destino do dinheiro, teria que repor o desfalque, pagando por aquele dinheiro que ninguém sabia o destino; contudo, como era sistemático, provavelmente teria pegado do seu próprio bolso e coberto a quantia. Mesmo assim, ainda pairaria uma dúvida quanto a honestidade do rapaz, pois repusera depois de ter sido supostamente descoberto.  

      Outro detalhe interessante é que as três pessoas que queriam saber o destino da quantia, eram as mesmas que a haviam sacado, numa transação de carro entre elas, com a anuência e participação da referida Senhora.

      Outro detalhe é que a senhora ou elas, as responsáveis pela façanha, nem se lembravam da transação e nem do saque! Agora o rapaz teria que dar conta do dinheiro! Imagina?

Como ocorreu a anotação:

      O Rapaz estava sempre indo a casa desta senhora, parente por sinal, e quando chegava lá, dava uma olhada e checava os extratos que chegavam pelo correio... à época, percebeu este saque e estranhando perguntou para a Senhora:

-  Tiraram Cr$ 10.000,00, da conta... quem fez isto?

 - Ela respondeu de pronto: Foi o dinheiro usado para comprar o carro que fica aqui em casa.

      Foi um negócio entre as filhas da referida senhora.  Inclusive citou que elas a haviam levado a agência bancaria para efetuar o saque. O Rapaz, precavido, não deixou de anotar o ocorrido naquele mesmo momento! Graças a Deus fez isto! Pois ele também havia esquecido por completo e todas elas também!  E a culpa seria de quem? Se não tivesse feito a anotação?

FATO LOUVÁVEL : Os envolvidos reconheceram ter errado! 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A Verdade sobre as "Duas mil e trezentas tardes e manhãs"



Até Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs; E O Santuário Será Purificado Ubaldo Torres Araújo Adventistas do Sétimo Dia 03 Setembro 2011 02 Agosto 2014 Acessos: 12162 12345 ( 5/2070 votos) Todos os Dias eram sacrificados dois cordeiros no santuário. Um pela manhã e outro pela tarde. Por isso o anjo falou: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Na verdade Ele estava se referindo aos sacrifícios que eram realizados pela manhã e pela tarde. Até Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs; E O Santuário Será Purificado (Daniel 8:14) O que o amigo irá ler agora e uma transcrição de parte do livro O ADVENTISMO páginas 37-55 de Ubaldo Torres Araújo - primeira edição – 1981. (Ex- pastor Adventista do Sétimo dia).Resolvi transcrever esta matéria, por ser exatamente o meu pensamento, e este escritor ter sido muito fiel em seus argumentos. Ao entrarmos em contato com esta profecia, surgem logo estas perguntas em nossa mente curiosa e ávida de desvendar o futuro: Que santuário seria restabelecido ou purificado? Que período alcança as 2.300 tardes e manhãs?. Qual a data do seu início? Quem foi o “chifre pequeno” que se originou da divisão do império Grego? O Bode Peludo Leio em Dan. 8:5-8: Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos; dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o seu furioso poder. Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; mas o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele. O bode se engrandeceu sobremaneira; e na sua força quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatros ventos do céu. Foi o anjo Gabriel quem deu a Daniel o sentido das palavras, o que se deduz da leitura dos versos 20 até 22: Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Nédia e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com a força igual à que ele tinha. O bode era o emblema do poder real dos gregos. Daí o fato de, na profecia, serem representados por esse animal. A expressão “sem tocar no chão” diz da rapidez com que foi estabelecido o reino Universal Grego. O “chifre notável entre os olhos”, foi, sem dúvida, Alexandre Magno, ele conquistou o mundo de então em apenas 12 anos. A batalha de Ar bela, no ano 331 a.C. entregou-lhe o poder mundial. Morreu aos 33 anos de idade, acometido de uma doença que lhe sobreveio depois de um prolongado banquete. Com a expressão “saíram quatro chifres notáveis para os quatro ventos do céu”, a profecia predisse que o império Grego seria dividido em quatro partes, o que se deu alguns anos depois da morte de Alexandre. Alexandre foi o primeiro rei, no sentido de ter sido o primeiro de um reino unificado. Não foi simplesmente o rei de Atenas ou de Esparta, mas de todo o mundo grego. Diz-se que o general Perdicas, ajudante de ordens de Alexandre, ao sentir a aproximação da morte de seu comandante, perguntou-lhe a quem deveria entregar o cetro da vitória. Alexandre teria respondido: “ao mais forte”. E com estas palavras passava para Perdicas o anel real. Este, Porém, não conseguiu manter, por muito tempo, a unidade do império. Posteriormente, houve guerras internas, e na batalha de Ipso, o Império resultou dividido entre os generais Lisímaco, Cassandro, Ptolomeu e Seleuco. Cumpria-se assim a previsão dos “quatros chifres notáveis”. O império Grego se estendeu de 331 até 64ac, quando o último reduto seleucida foi abatido, embora sua queda tenha se iniciado em 168 a.C, na batalha de Pidna. Quem Foi o “Chifre Pequeno”? Passamos, agora, para um dos pontos mais importantes desta profecia; “De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao Príncipe do exército; dele tirou o sacrifício costumado, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou”. Que “chifre pequeno” foi esse que se tornou muito forte para o sul, para o norte para a terra Gloriosa? A Escritura mesma nos entrega a resposta: “Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei de feroz catadura e entendido de intrigas. Grande é o seu poder, mas por sua própria força; causará estupendas destruições; prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo. Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra os príncipes dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos”(Daniel 8:23-25). Quem desempenhou na História o papel desse “chifre pequeno”? É ele representado por um poder ou por um indivíduo? O que faria? Trata-se, aqui, não de um poder, mas de um indivíduo, como constatamos pela leitura do verso 24, primeira parte: “Grande é o seu poder...” É evidente que o texto fala de um homem que tinha poder. Não se pode dizer que um “poder” tenha poder. O indivíduo é que o tem. A leitura atenta dos versos 23-25 nos dá a convicção de que se trata, de fato, de um homem, e não de um poder. Que coisas faria esse homem? Nem é bom dizer. Mas vamos lá. Causaria destruições, prosperaria nos seus intentos, embora temporariamente, destruiria a muitos dentre o povo de Deus, faria progredir o erro e engrandecer-se-ia até o Príncipe dos Príncipes, além de retirar o “continuo Sacrifício” do povo judeu. Como vimos, algum tempo após a morte de Alexandre, o império que ele havia conquistado fora dividido em quatro partes. De uma delas, precisamente da realeza selêucida, surgiu, entre outros, um monarca chamado Antíoco IV Epifanes. E o que fez este homem? Exerceu a mais desmoralizadora e desumana opressão sobre o povo judeu de que se tem notícia. Foram anos de dura submissão. Ele mesmo reconheceu este fato, antes de morrer, nestas palavras: “Mas agora eu me lembro dos males que causei a Jerusalém, de todos os objetos de ouro e de prata que saqueei, e de todos os holocaustos da Judéia que exterminei, sem motivo. Reconheço que foi por causa disto que todos estes males me fulminaram, e agora, morro de tristeza numa terra estrangeira”(I Macabeus 6:12,13). Aracele S. Melo, em seu livro “Testemunhos Históricos das Profecias de Daniel”, página 469, diz o seguinte: “Nos setores onde o “chifre pequeno” deveria ser vitorioso -- no Oriente e no sul – Antíoco foi completamente derrotado e morto”. Em primeiro lugar, é preciso dizer que Antíoco não foi morto. Teve morte natural. A profecia diz que ele seria quebrado “sem esforço de mãos” (Daniel 8:25), significando isto que haveria de morrer de morte natural, sem violência. Agora é o caso de se perguntar; aconteceu tal coisa com Roma? Seria até muito engraçado dizer que Roma, um poder e não uma pessoa, tivesse experimentado a morte “sem esforço de mãos”. É por isso que o pastor Araceli Melo e outros comentaristas não gostam de se lembrar da parte final do verso 25. Não seria conveniente, pelas implicações daí decorrentes. Em segundo lugar, é mister se diga que Antíoco estendeu suas conquistas também para o sul e para o oriente. Se você ler o verso 17 do capítulo 1 do primeiro livro de Macabeus, encontrará a descrição de suas investidas ao Egito. Vejamos: “Penetrou (Antíoco), pois, no Egito com um poderoso exército, com carros, elefantes, cavalos e uma numerosa esquadra. Investiu contra Ptolomeu, rei do Egito que, tomado de pânico, fugiu. Foram muitos os que sucumbiram sob os seus golpes. Tornou-se ele senhor das fortalezas do Egito, e apoderou-se das riquezas do país”. Isto foi o que aconteceu, no que pese o professor Arnaldo Cristianini haver dito o contrário, nestas palavras: “Ele quis arremeter-se contra o Egito, mas a simples palavra de um oficial romano o impediu” (artigo publicado na Revista Adventista, abril 1973). Gostaria de saber em que seara o inteligente professor colheu esta informação. Antíoco agiu com tamanha crueldade contra o povo de Deus, que foi apelidado de Antíoco IV Epifanes, o Louco. Buckland, em seu Dicionário Bíblico Universal diz, referindo-se a Antíoco: “Pelos judeus era ele considerado como uma figura do Anti-Cristo, resistindo com todo o seu poderá tudo que era divino”. O pastor Araceli S. Melo, não concordando que Antíoco tenha sido o “Chifre pequeno”, diz no mesmo livro, à página 468: “Antíoco IV Epifanes limitou-se, principalmente, a fazer guerra aos judeus. Como Jerusalém pareceu-lhe ter tendências helenistas, começou ele sua obra de proselitismo, mas com violência”. O que dizer em face desta observação? O fato de Antíoco preocupar-se, essencialmente, em massacrar o povo judeu, nos leva a crer, mais ainda, que esse homem preencheu, com certeza, os requisitos exigidos pela profecia, com relação ao “chifre pequeno”. O que mais fez esse monarca louco? Veja bem. Despojou o templo de Jerusalém de todos os seus tesouros, como sejam: o castiçal, o incensário, os utensílios e adornos de ouro. Dedicou o templo a Júpiter Olimpo. Proibiu, terminantemente, os rituais dos judeus, liquidando com o “sacrifício contínuo”, substituindo-o por um culto pagão. Arrasou os muros da cidade, matou e vendeu como escravos os que se opuseram ao seu regime. Saiu, por aí, destruindo as relíquias dos judeus que encontrava. Fez vir de Atenas um filósofo para dirigir um plano maquiavélico, a fim de extirpar a religião judaica. Chegou ao disparate de mandar colocar no Templo a estátua de um deus pagão, tendo provavelmente sua própria fisionomia. Foi a maior vergonha até então sofrida pelo povo de Deus, ato que foi considerado como uma “abominação desoladora” (Daniel 11:31). Por acaso, cometeu Roma um despropósito desta natureza? Nunca. O Que Mais Identifica o “Chifre Pequeno”? 1) Deveria lançar as estrelas por terra. E não fez isto Antíoco IV Epifanes, matando e vendendo como escravos aqueles judeus que se lhe opuseram, no total de 80 mil, em apenas três dias, sendo 40 mil mortos e 40 mil vendidos como escravos? (II Macabeus 5:14). 2) Deveria tirar o “sacrifício costumado” (verso 11). E não fez isto, ao proibir o ritual do Templo? Fez isto Roma? Não. 3) Deveria deitar abaixo o lugar do Santuário (verso 11). E também não cometeu essa abominação, saqueando o Templo, colocando dentro dele a estátua de um deus pagão, e ainda investindo, furiosamente, contra a cidade? Vale a pena ler o relato histórico de I Macabeus 1:20-32: “Após ter assolado o Egito, pelo ano cento e quarenta e três, regressou Antíoco e marchou contra Israel, subindo a Jerusalém, com um forte exército. Penetrou cheio de orgulho no Santuário, tomou o altar de ouro, o candelabro das luzes com todos os seus pertences, a mesa da proposição, os vasos, as alfaias, os turíbulos de ouro, o véu, as coroas, os ornamentos de ouro da fachada, e arrancou as embutiduras. Tomou a prata, o ouro, os vasos preciosos e os tesouros ocultos que encontrou. Arrebatando tudo consigo, regressou a sua terra, após massacrar muitos judeus e pronunciar palavras injuriosas. Foi isto um motivo de desolação em extremo para o povo de Israel. Príncipes e anciãos gemeram, jovens e moças perderam sua alegria, e a beleza das mulheres empanou-se. O recém-casado lamentava-se, e a esposa chorava no leito nupcial. A própria terra tremia por todos os seus habitantes e a casa de Jacó cobriu-se de vergonha. Dois anos após, Antíoco enviou um oficial a cobrar o tributo nas cidades de Judá. Chegou ele a Jerusalém com uma numerosa tropa, dirigiu-se aos habitantes com palavras pacíficas, mas astuciosas, às quais acreditaram; em seguida, lançou-se de improviso sobre a cidade, pilhou-a seriamente e matou muita gente. Saqueou-a, incendiou-a, destruiu muitas casas e os muros ao derredor. Seus soldados conduziram ao cativeiro as mulheres e as crianças e apoderaram-se dos rebanhos”. Fez Roma tudo isso? Não. Mas Antíoco IV Epifanes, sim. 4) Deveria lançar a verdade por terra (verso 12). E não cometeu Antíoco esse desatino, de maneira plena, substituindo o Velho Concerto, com todos os seus preceitos por rituais pagãos, chegando ao ponto de proibir a guarda do Sábado ao povo judeu, e levando muitos a um estado de desobediência forçada nunca visto anteriormente? A religião judaica, baseada no pentateuco, era a mais sublime verdade de Deus dada a Israel. E Antíoco IV Epifanes lançou essa verdade por terra com a violência que lhe era peculiar. Fez chegar ao povo de Deus toda sorte de calamidade. Perceba, leitor, quantos males desencadeou ele contra aqueles a quem Deus havia confiado os Seus oráculos, lendo I Macabeus 1:44-50, 55,56,60 e também II Macabeus 6:3,4; “Por intermédio de mensageiros, o rei enviou a Jerusalém e às cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem os costumes dos outros povos da terra, suspendendo os holocaustos, os sacrifícios e as libações do Templo, violassem os Sábados e as festas, profanassem o Santuário e os santos erigissem alteres, templos e ídolos, sacrificassem porcos e animais imundos, deixassem seus filhos incircuncidados e maculassem suas almas com toda sorte de impurezas e abominações, de maneira a obrigarem-nos a esquecer a Lei e a transgredir as prescrições. Todo aquele que não obedecesse a ordem do rei devia ser morto. Ofereciam sacrifícios diante das portas das casas e nas praças públicas. Rasgavam e queimavam todos os livros da Lei que achavam; em toda parte, a todo aquele, em poder do qual se achava um livro do Testamento, ou, todo aquele que mostrasse gosto pela Lei, morreria por ordem do rei. As mulheres que levavam seus filhos a circuncidar, eram mortas conforme o edito do rei, com os filhos suspensos aos seus pescoços. Massacravam-se também seus próximos e os que tinham fito a circuncisão. Dura e penosa foi para todos esta avalanche maléfica. O Templo encheu-sede lascívias e das orgias dos gentios que se divertiam com meretrizes, uniam-se às mulheres nos átrios sagrados, introduzindo coisas ilegais”.Por acaso, foi Roma que impôs aos judeus toda essa abominação? Nunca. Todavia, o professor Arnaldo Cristianini, em artigo publicado na Revista Adventista de Abril de 1973 diz: “Antíoco não conseguiu deitar por terra a verdade. As tentativas que ele fez para isso foram infrutíferas, porque a perseguição redundou no fortalecimento da verdade, unindo os judeus contra a helenização do judaísmo”. Dá pena ver a pobreza deste argumento. Não fosse a admiração que tenho pelo ilustre comentarista, chegaria a duvidar da sua sinceridade. Se acabar com o serviço do Templo, substituindo por um culto pagão, liquidar com a guarda do Sábado do judaísmo, proibir a circuncisão numa época em que estava em pleno vigor, queimar o Livro Sagrado, além da prática de outros desatinos igualmente graves, não era lançar por terra a verdade, o que era então? Por muito menos Roma é acusada de haver lançado a verdade por terra. Todos os processos são admissíveis para os que querem torcer os fatos, mormente quando o propósito é identificar Roma com o “chifre pequeno”. Para a igreja Adventista do Sétimo Dia, Roma precisa ser o “chifre pequeno”. 5) – O “chifre pequeno” deveria engrandecer-se até ao Príncipe dos Príncipes (verso 11). E não fez isto Antíoco IV Epifanes? Massacrar o povo de Deus, acabar com o seu culto, substituindo-o por um ritual pagão, imolar porcos e outros animais imundos no próprio Templo, transformar os átrios sagrados em casas de meretrício não é engrandecer-se contra os Príncipes dos Príncipes? Não admiti-lo é engano total. Colocar-se em posição contrária ao que Cristo estabeleceu é como colocar-se contra Ele. Antíoco foi de fato o “chifre pequeno”. Não padece dúvidas. Não há, na história, outro nome que tenha causado tanta tristeza, vergonha e sofrimento junto ao povo judeu, em tão pouco tempo. Mas o professor Arnaldo Cristianini diz, no artigo anteriormente citado, que Antíoco não se engrandeceu até o Príncipe dos Príncipes, pois não foi seu contemporâneo. E Precisa? Pergunto eu. Porventura não sabe o brilhante teólogo que a literatura adventista sustenta que a Igreja de Roma tem se engrandecido até Cristo, colocando-se em Seu lugar, embora ela só tenha surgido alguns séculos depois da morte de Jesus? Do ponto de vista religioso, Antíoco IV Epifanes não fez outra coisa senão engrandecer-se até o Príncipe dos Príncipes. Suas atitudes o garantem. Antíoco, e não Roma, é quem preenche esta outra exigência da profecia. 6) O verso 11 diz que o “contínuo sacrifício” seria retirado do povo judeu pelo “chifre pequeno”. Então é quando os Adventistas do Sétimo Dia dizem que Roma retirou o “contínuo” no ano 70, quando da destruição do Templo. Não há engano maior do que este, pois o “contínuo” chegava ao seu fim no exato momento em que Jesus expirava na Cruz. É verdade que os judeus continuaram na prática do ritual do Templo até a sua destruição no ano 70, mas o sacrifício já não era legal. Sua extinção havia sido decretada com a morte do Cordeiro verdadeiro. Portanto, não tendo Roma retirado o “contínuo” do povo judeu, não pode preencher este desejo da profecia. 7) O final do verso 17 reza: “Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim”. Sabe-se que a expressão “tempo do fim”, empregada no texto, se refere ao tempo da vinda do Messias. Os judeus esperavam que o Prometido de Deus viesse ao mundo no tempo determinado para os livrar do jugo inimigo e estabelecer uma nova ordem de coisas aqui na terra, o que devia coincidir com o fim da Velha Dispensação. Era o fim do reino do pecado. Para os judeus, o aparecimento do Messias era o tempo do fim. Por isso a profecia das 2.300 tardes e manhãs não podia em hipótese alguma, ultrapassar a linha divisória das duas dispensações. Ela devia ocorrer no “Tempo do fim”, isto é, não muito distante da época da vinda do Messias. Para que não fique dúvida quanto ao fato de os judeus considerarem o “tempo do fim” concomitante com a vinda do Messias, é bom ler Daniel 10:14: “Agora vim para fazer-te entender o que há de suceder ao TEU POVO, nos ÚLTIMOS DIAS; porque a visão se refere a dias ainda distantes”. Veja bem. “Vim para fazer-te entender o que há de suceder ao TEU POVO nos ÚLTIMOS DIAS”. O Profeta não pode estar relacionando os “ÚLTIMOS DIAS” com a época de hoje, pois os judeus não têm atualmente, qualquer expressão religiosa. Os “ÚLTIMOS DIAS” da profecia de Daniel 10:14, se referiam ao fim da Velha Dispensação, quando os judeus constituíam uma nação religiosamente forte e destacada. Não podemos deixar de mencionar também neste item, mais um ponto esclarecedor. É que se encontra no verso 19 do capítulo 8: “Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da IRA; porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim”. Tudo se torna muito claro quando analisamos os fatos sem desejo pré-estabelecido. A passagem diz que a profecia aconteceria no “tempo da ira”. E quem pode negar que o período da Velha Dispensação é identificado como a época da manifestação da ira de Deus, segundo nossa maneira de ver as coisas? O concerto firmado com Israel, no Monte, tinha como fundamento o Ministério da Morte, gravado com letras em pedras. Estava em vigor a lei do “olho por olho, dente por dente”. Pois bem. A profecia das 2.300 tardes e manhãs deveria desenrolar-se no “último tempo da ira”, a saber, no final da Velha Dispensação, depois do que seria estabelecido o reino do amor de Cristo. Daí se conclui ser inteiramente impossível que Roma possa representar o “chifre pequeno”, que teve sua fase de atuação limitada pelos anos 170 até 164 a. c. O “chifre pequeno” já não existia há 20 séculos. Roma continua firme como ninguém. Como pode esta representar aquela? 8) A profecia diz que o “chifre pequeno” seria um homem, e não um poder. É só ler Daniel 8:23: “Mas, no fim do seu reinado, levantar-se-á um REI de feroz catadura e entendido de intrigas”. Pela linguagem percebe-se, nitidamente, que se trata, aqui de um homem, e não de um poder. Assim, Roma, que é um poder, não pode representar o “chifre pequeno”. Roma não preenche, por conseguinte, mais esta exigência da profecia. Antíoco IV Epifanes, e mais ninguém, é o único que atende todas as condições requeridas. 9) Embora você já esteja cansado de saber quem foi o real representante do “chifre pequeno”, quero fornecer-lhe mais uma evidência. Escute bem. No ano 64 antes de Cristo, Antíoco XIII, a última raiz selêucida, era derrotada. Consolidava-se, assim, o Império Romano que, em 168 a.c, na batalha de Pidna, havia iniciado sua marcha vitoriosa. Ora, como pode Roma representar o “chifre pequeno”, extinto antes de Cristo? Roma não foi, não é e não pode ser o “chifre pequeno”. Somente Antíoco IV Epifanes satisfaz a todas as condições da profecia. O Que é o “Contínuo Sacrifício”? Dissemos, linhas acima, que o “chifre pequeno” que já sabemos, de sobra, ter sido representado por Antíoco, deveria tirar o “contínuo sacrifício” do povo judeu. E o que vem a ser este “contínuo sacrifício” ou “sacrifício costumado” ou apenas “contínuo”, já que a palavra “sacrifício” não consta dos originais? Na época que eu não permitia que minha mente pensasse por si mesma, mas agisse sempre sob a influência de terceiros, nunca me foi possível compreender o que era o “contínuo”. A verdade sobre o assunto estava dentro de mim, aqui bem perto, mas eu não sentia, pois me tornei tão estreito e bitolado, que seria incapaz de pensar por mim mesmo nas questões espirituais. Lia mas nada conseguia reter, pois minha preocupação não era investigar, e sim colocar na mente o que os outros me apresentavam como verdade. O que era verdade para a Igreja Adventista do Sétimo Dia o era também para mim. Minha mente estava toda embotada. Mas o que é o “contínuo sacrifício?” Autores escreveram páginas e mais páginas, usaram argumentos e mais argumentos, apelaram para a etmologia das palavras, combinaram versículos entre si, e chegaram à conclusão de que o “contínuo” é o paganismo. Só que a argumentação, pela sua complexidade, não convence nem um pouco, nem mesmo aos desprevenidos. O que realmente convence é, por exemplo, o que se acha em Números 28:3: “Esta é a oferta queimada que ofereceis ao Senhor, dia após dia; dois cordeiros de um ano, sem defeito, em CONTÍNUO HOLOCAUSTO”. Isto é o “contínuo sacrifício”. Daniel diz que o “contínuo sacrifício” foi retirado do povo judeu. Como se sabe, na Velha Dispensação, o cordeiro era queimado no altar, dia e noite. Era um sacrifício permanente. E, com relação a esse serviço, o que fez Antíoco IV Epifanes? Proibiu-o terminantemente. Para termos uma idéia da intenção desse governante em acabar com o “contínuo”, basta dizer que ele, numa atitude desprazível, determinou que se imolassem suínos e que seu sangue, fosse aspergido sobre os objetos sagrados do Templo. E que “contínuo” era esse que fora removido, temporariamente, do povo judeu? Você, com certeza, já entendeu tudo. Que o “contínuo” não era outra senão o sacrifício permanente do cordeiro sobre o altar. Tão simples assim! Se os teólogos, preocupando-se com os pontos difíceis, deixassem as coisas simples por conta da simplicidade, até os neófitos as entenderiam. Porém, muitas vezes, eles não conseguem encontrar o ponto de convergência para as questões mais embaraçosas, e ainda dificultam aquilo que está ao alcance de todos. Há muitos anos, disseram-me que o “contínuo” era o PAGANISMO. Mas eu achava tão difícil compreender as explicações que me davam, verbalmente ou através de literatura, que não gostava de transmiti-las a outros. Quando tinha que faze-lo, simplesmente dizia que o “contínuo” era a oferta queimada ao Senhor, em contínuo holocausto. Felizmente, de algum tempo para cá, já se observa a tendência para sepultar a velha e carcomida interpretação, acariciada por Urias Smith e outros. Parece que a Igreja começa a pensar no “contínuo” em outras bases, embora conflitando com o pensamento dos pioneiros. O pastor Araceli S. Mello, em seu conhecido livro, já citado anteriormente, fazendo referência a The Propfetic Faith o four Fathers, volume 4, página 846, menciona vários nomes, entre os quais Guilherme Miller, Josiah Litch, Joshua Himes, Lorenzo D. Fleming, George Storrs, que pensavam ser o “contínuo” o PAGANISMO. Cita inclusive Early Writing de Ellem G. White, onde a autora teria dado cobertura à interpretação que esses pioneiros considerados pais da Igreja, haviam emprestado ao termo “contínuo”. Mas o que vem acontecendo de algum tempo para cá? Observa-se a tendência para esquecer o velho conceito adotado pelos pioneiros e sacramentado pela Sra. White. Tomara que a IASD se posicione com coragem, colocando outras “coisas” nos lugares para elas reservados. Faz pouco tempo, um pastor me dizia que o “contínuo” de Daniel 8 fora removido do povo judeu no ano 70. Embora ele tenha deixado a impressão de não saber onde está o galo, o certo é que ele o ouviu cantar. Digo-o por que, o “contínuo” foi retirado do povo judeu, mas não no ano 70, quando o sacrifício já não era mais legal. O fato aconteceu em 165 antes de Cristo, e oficialmente no ano 31. Muitas há os que não podem ou não querem aceitar a evidência de que o “contínuo” era a imolação diária do cordeiro, porque acolher o fato os obrigaria a situar as “2.300 tardes e manhãs” no âmbito da velha Dispensação, pois só assim seria possível ancorar a nave no ano de 1.844 e, ao mesmo tempo, identificar Roma com o “chifre pequeno”. Como é fácil deduzir, o “contínuo”, bem como a purificação do santuário dos judeus se situaram dentro do Velho Concerto. Assim sendo, torna-se inteiramente impossível, como já foi amplamente demonstrado, que Roma possa representar o “chifre pequeno”. O “contínuo sacrifício” não é o PAGANISMO. Desde quando as palavras perderam o seu real significado. O Templo Purificado Foi o de Jerusalém Agora chegou a vez de falarmos sobre as “2.300 tardes e manhãs” e a purificação do Santuário. O texto reza: “Depois ouvi em santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: até quando durará a visão do contínuo sacrifício e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. Teólogos há que não aceitam a idéia de que tenha sido o santuário de Jerusalém o que foi purificado. O motivo é óbvio. Era indispensável levar o final das 2.300 tardes e manhãs para a Nova Dispensação, a fim de que tudo saísse como adredemente preparado. A solução seria efetuar a contagem das 2.300 tardes e manhãs na base de um dia por um ano, e imaginar tratar-se de um santuário no Céu. E assim foi feito. Urias Smith, em seu livro Lãs Profecias de Daniel, volume I, página 135, escreve, referindo-se à palavra “Santuário”: Pelas definições dos lexicógrafos, e seu uso na Bíblia, compreendemos que se emprega (a palavra “santuário”), para designar o lugar santo e sagrado, uma morada do Altíssimo. Se a terra é o santuário, deve responder a esta definição. Porém, que característica desta terra se adapta ao significado do termo? A terra não é lugar sagrado nem santo, nem é morada do Altíssimo. No que pese toda a consideração que se deve ter à memória do respeitável homem, não é possível concordar com o que ele diz. E razões há de mancheias. 1) – Daniel não se refere à terra como sendo o santuário; fala, sim, do santuário dos judeus na terra, em Jerusalém, cuja profanação teria ocorrido por causa de suas transgressões (Daniel 8:12). 2) – O deus dos semi-materialistas, dos religiosos convencionais, é um deus impotente, que está no Céu cercado de seres vivos a abaná-lo continuamente, sem parar, para que não sinta calor e possa tomar deliberações acertadas. Este não chega a ser Deus, na verdadeira acepção do termo, mas um deus tão pequeno e mesquinho quanto os seus adoradores. Mas o Deus daquele que tem percepção e mente clara é o Deus todo poderoso, o Criador de todas as coisas. É o Deus que esta em tudo e em todos, que está no Céu, como em cada um de nós. Que está no sorriso de uma criança como numa flor a desabrochar. Contudo Urias Smith considera que um lugar onde pessoas se ajuntam para adorar a Deus não é santo. Não é isto o que dizem as Escrituras. Em Isaías 60:13 lemos: “A gloria do Líbano vira sobre ti; o cipreste, o olmeiro e o buxo conjuntamente, para adornarem o lugar do Meu santuário, e farei glorioso o lugar dos Meus pés”. Então não estava Deus no santuário? E não é santo o lugar onde Ele está? Não disse também Jesus que, onde estivesse dois ou três reunidos em Seu nome, aí Ele estaria? Por sua vez, não diz Paulo que o nosso corpo é o templo do Espírito de Deus? Como é que Deus não se faz presente em todo lugar, e até na terra? Em Êxodo 25:8 podemos ler: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles”. Urias Smith, no mesmo livro e na mesma página, acrescenta: “Tem havido varias opiniões quanto ao que é o santuário. Alguns pensam que é à terra; outros, a terra de Canaan; outros ainda, a Igreja; e finalmente há àqueles que crêem que se trata do santuário celestial, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor construiu e não o homem, que está no mesmo Céu e do qual o tabernáculo judeu era tipo, modelo e figura”. Como se pode notar, o autor omitiu justo o santuário ao qual o profeta Daniel se referiu, que é o de Jerusalém. Urias Smith apela para o absurdo de insinuar que o santuário dos judeus não era sagrado, por se situar na terra, na tentativa inútil de provar que a profecia trata de um santuário celestial. O santuário mencionado pelo Profeta não é outro senão o de Jerusalém, que fora profanado por Antíoco IV Epifanes, como veremos a seguir, com mais detalhes. Para chegarmos à conclusão de que Daniel 8 trata do Templo de Jerusalém e de uma contagem literal, não precisamos apelar para a exegese, a hermenêutica ou qualquer princípios teológicos por mais conclusivo que seja. Basta que sejamos lógicos e coerentes. Não se requer do leitor nenhum conhecimento histórico. Também não é necessário ter um QI elevado. Senão vejamos: 1) – Daniel diz que o “sacrifício contínuo” seria retirado do povo judeu por causa dos seus pecados. Logo, a profecia diz respeito ao povo judeu e ao seu templo, exclusivamente (verso12). 2) – O santuário referido na profecia não pode ser o celestial, pois no Céu nunca houve “sacrifício contínuo”, o único santuário do qual se poderia retirar o “contínuo”, que era a imolação do cordeiro da manhã e da tarde, seria o de Jerusalém. Pensar de maneira diferente, seria admitir o sacrifício de animais no próprio Céu. (verso 11). 3) – O verso 13 nos informa que o Santuário seria entregue ao “chifre pequeno”, a fim de que fosse pisado. E você não acha, leitor, que seria ridículo que tal coisa pudesse acontecer no Céu? Pois é o que, forçosamente, teríamos de imaginar, se se tratasse do santuário celestial. Pondo de lado tão gritante absurdo, pergunto qual o santuário que foi purificado, restaurado, restabelecido. È evidente que foi o mesmo que anteriormente fora profanado, e que não pode ter sido outro senão o de Jerusalém. No passado disseram-me que Roma era o “chifre pequeno”. Disseram-me, também, que ele pisaria o Santuário Celestial, e não o de Jerusalém, durante o período profético, que eles determinaram como sendo 2.300 anos, começando em 457 a.c, e terminando em 1.844. Informaram-me, ainda, (o que é pior) que os dogmas e ensinamentos do papado é que continuariam o ato de pisar o Santuário celestial, e que tudo isso e que o tornou impuro. Mas então eu pergunto: como é que o Santuário celestial foi purificado em 1.844, se a Igreja de Roma continua com os mesmos dogmas e idênticos ensinamentos? Ora, se no entender dos Adventistas, foram os erros de Roma papal que contaminaram o Santuário celestial, neste caso o Céu continua impuro, pois Roma não mudou. E mais: se a profanação do Santuário, isto é, o gesto de pisá-lo, começou no inicio das 2.300 tardes e manhãs, que os adventistas querem que tenha ocorrido em 457 a.c, quem o pisou a partir de então, se o papado ainda não havia surgido? Veja só, leitor, que embaraço! Que incoerência! Que desarmonia, quando a gente foge da realidade! Não há duvidas. O Santuário profanado e purificado foi o de Jerusalém. E não outro. 4) – Segundo I Macabeus, o Templo esteve profanado entre os anos 168 e 165 a.C. (I Macabeus 1:41-64 e 4:52-54). Por tratar-se de um período de tempo relativamente curto, já podemos dizer que a contagem das 2.300 tardes e manhãs é literal, como veremos adiante, com mais evidências. Quando o Templo Foi Profanado e Quando Foi Purificado Vamos, a seguir transcrever dois textos a que desejo aludir, como provas irrefutáveis de que a profanação do Templo se deu em 168 a.c, por Antíoco IV Epifanes, e que sua purificação ou restabelecimento não ocorreu em 1.844, mas em 165 a.C. O primeiro está em I Macabeus 1:41-64: “Então o rei Antíoco publicou para todo o reino um edito, prescrevendo que todos os povos formassem um único reino e que abandonassem luas leis particulares. Todos os gentios se conformaram com esta ordem do rei, e muitos de Israel adotaram a religião de Antíoco, sacrificando aos ídolos e violando o Sábado. Por intermédio de mensageiros o rei enviou a Jerusalém e às cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem, os sacrifícios e as libações do Templo, violassem os Sábados e as festas, profanassem o Santuário e os santos erigissem alteres, templos e ídolos, sacrificassem porcos e animais imundos, deixassem seus filhos incircuncidados e maculassem suas almas com toda sorte de impurezas e abominações, de maneira a obrigarem-nos a esquecer a Lei e transgredir as prescrições.Todo aquele que não obedecesse à ordem do rei devia ser morto. Foi neste teor que o rei escreveu a todo o reino; nomeou oficiais para vigiarem o cumprimento da sua vontade pelo povo, e coagirem, cidade por cidade, as de Judá a sacrificarem. Foram numerosos os que dentre o povo aderiram a eles, rejeitando a Lei. Fizeram muito mal ao país e constrangeram os Israelitas a se refugiarem nos lugares afastados e em refúgios ocultos. No dia quinze do mês de Casleu, do ano cento e quarenta e cinco, edificaram a abominação da desolação por sobre o altar e construíram alteres em todas as cidades circunvizinhas de Judá. Ofereciam sacrifícios diante das portas das casas e nas praças públicas, rasgavam e queimavam todos os livros da Lei que achavam; em toda parte, a todo aquele, em poder do qual se achava um livro do Testamento, todo aquele que mostrasse gosto pela Lei, morreria por ordem do rei. Com este poder que tinham, tratavam assim, cada mês, os judeus que eles encontravam nas cidades, e no dia vinte e cinco de cada mês sacrificavam no altar, que sobressaia do altar do Templo. As mulheres que levavam seus filhos a circuncidar eram mortas conforme o edito do rei com os filhos suspensos aos seus pescoços. Massacravam-se também seus próximos e os que tinham feito a circuncisão. Numerosos foram os israelitas que resolveram consigo mesmo não comer nada que fosse impuro e preferiram a morte antes que se manchar com alimentos impuros; não quiseram violar a santa Lei e foram trucidados. “Caiu assim sobre Israel, uma imensa cólera”. Este é um testemunho chocante relacionado com a profanação do Templo e o massacre do povo judeu. E com este pensamento em mente leiamos novamente o verso 14: “até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Este santuário, indubitavelmente, o de Jerusalém, é o que fora profanado por Antíoco IV Epifanes, e que, mais tarde, seria purificado. E como se efetivou a purificação? O relato se encontra em I Macabeus 4:41-58: “Então Judas encarregou alguns homens combater os soldados da cidadela, enquanto purificavam o Templo. Escolheu sacerdotes sem defeito e zelosos da Lei que purificaram o Templo transportando para um lugar impuro as pedras contaminadas. Consultaram-se entre si o que se deveria fazer do altar dos holocaustos, que havia sido profanado, e tomaram a melhor resolução de o demolir, para que não recaísse sobre eles o opróbrio vindo da mancha dos gentios. Destruíram-no, portanto, e transportaram suas pedras a um lugar conveniente sobre a montanha do Templo, aguardando a decisão de algum profeta a este respeito. Tomaram pedras intatas, segundo a Lei, e construíram um novo altar, semelhante ao primeiro. Restauraram também o Templo e o interior do Templo e purificaram os átrios. Fizeram novos vasos sagrados e transportaram ap Santuário o candeeiro, o altar dos perfumes e a mesa. Queimaram incenso no altar, acenderam as lâmpadas do candeeiro, para alumiarem o Templo, colocaram pães sobre a mesa e suspenderam os véus, terminando completamente o trabalho. No dia vinte e cinco do nono mês, isto é, do mês de Casleu, do ano cento e quarenta e oito, eles se levantaram muito cedo, e ofereceram um sacrifício legal sobre o altar dos holocaustos, ao som das harpas, das liras e dos címbalos. Todo o povo se arrojou com o rosto em terra, para adorar e bendizer ao céu. Àquele que os havia conduzido ao triunfo. Prolongaram por oito dias a dedicação do altar, oferecendo com alegria holocaustos e sacrifícios de ações de graças e de louvores. Adornaram a fachada do Templo com coroas de ouro e com pequenos escudos, consagraram as entradas do Templo e os quartos, aos quais colocaram portas.Reinou uma alegria imensa entre o povo e o opróbrio das nações foi afastado!” Assim, e exatamente assim, foi purificado o Santuário. Como as coisas são simples, quando procuramos caminhos, e não atalhos! Abrindo um parêntese, cabe aqui um esclarecimento. Disse, anteriormente, que a profanação do Templo ocorreu no ano 168 a.C, e a purificação, em 165. Em seguida citando I Macabeus, asseverou-se que o Santuário fora profanado em 145, e purificado em 148. Para aqueles que não sabem, devo dizer que não há aí qualquer discrepância. É que o ano 168 a.C. corresponde ao ano 145 da contagem dos Macabeus. A primeira cronologia era decrescente. A outra, crescente. A Contagem das 2.300 Tardes e Manhãs ou 2.300 Sacríficios da Tarde e da Manhã Vemos, nesta profecia, uma particularidade que a destaca das demais. É a maneira singular em que aparece o fator tempo: “Até 2.300 tardes e manhãs...” Por que foi usada a expressão TARDES E MANHÃS? O motivo é um só. Tratava-se de dias literais de 24 horas, em consonância com os da criação, que foram literais também, e constituídos de TARDES E MANHÃS (veja Gênesis 1:5 8,13,19,23,31). As palavras ereb boger (tarde e manhã) de Dan. 8:14 são as mesmas que aparecem em Gênesis 1 Para que você constate a semelhança, transcrevo abaixo Gen. 1:5 e Dan. 8:14 na versão hebraica; Wiehi ereb waichi boger iom echad (e foi tarde e foi manhã dia um), Ad ereb boger alpaim ushelosh meoth (até tarde manhã duas mil trezentas). Note este detalhe importante. O tempo de duração do período não poderia ser demasiado longo, pois teria que situar-se dentro do domínio do “bode peludo”, na vigência do império grego, ou seja, nos tempos do Antigo Testamento, isto nos assegura que a contagem das 2.300 tardes e manhãs é literal, e nunca na base de um dia equivalendo um ano. Os que defendem a tese da contagem literal estão divididos em duas classes: 1) – Os que querem que “2.300 tardes e manhãs” signifiquem 2.300 dias. 2) – Os que julgam ser as “2.300 tardes e manhãs” equivalentes a 1.150 dias. Embora contrariando a alguns, é inegável que há lógica nesta última maneira de ver a questão. Poderíamos dizer que “2.300 tardes e manhãs” não são 2.300 tardes mais 2.300 manhãs. As tardes e manhãs juntas, somadas, é que dariam o total de 2.300. Seja um exemplo. Eu digo: “Neste edifício moram 100 homens e mulheres”. Estaria, por acaso, afirmando que nele residem 100 homens mais 100 mulheres? Não. Muito pelo contrário. Eu estaria dizendo que no edifício moram 100 pessoas, entre homens e mulheres (80 homens mais 20 mulheres, ou 20 homens e mais 80 mulheres, ou 30 homens e 70 mulheres etc.). Assim é com as 2.300 tardes e manhãs. Só que, neste caso, como a uma tarde sempre sucede uma manhã, elas aparecem em partes iguais, isto é, 1.150 tardes mais 1.150 manhãs, totalizando 2.300 tardes e manhãs, ou seja 1.150 dias. Segundo a opinião de bom número de estudiosos, pode-se, por outro lado, entender “2.300 tardes e manhãs” como sendo 2.300 holocaustos, da tarde e da manhã num total de 1.150 dias. Pois eram dois os holocaustos em um dia de 24 horas. Se você, leitor, não concordando com esta contagem, achar que as 2.300 tardes e manhãs equivalem a 2.300, e não 1.150 dias literais, ainda assim em nada será alterada a função que Antíoco desempenhou nesta profecia. Tente entender isto: Antíoco reinou de 175 até 164 antes de Cristo, no total de 11 anos. Em 168 profanou o Templo, que assim permaneceu até o ano de 165 a.C. Contudo, o domínio desse tirano sobre a terra Gloriosa começou por volta do ano 170 (veja I Macabeus 1:20, 29), prolongando-se até 165 a.C., o que alcançou cerca de 7 anos ou 2.300 dias literais. Qualquer que seja a intenção da Inspiração, ou seja, qual for a escolha que você fizer ( 2.300 ou 1.150 dias), Antíoco IV Epifanes continua sendo o homem que preencheu todas as condições de Daniel 8. O que importa é que foi ele quem profanou e saqueou o Templo. O que importa é que a purificação do Santuário se deu dentro da Velha Dispensação. Assim que diferença faz se você acha que as 2.300 tardes e manhãs somam cerca de 7 anos ou sua metade, se o reinado de Antíoco abrangeu o período maior? Antíoco exerceu seu poder sobre os judeus durante, aproximadamente, 7 anos, e dentro desse período o Templo esteve profanado cerca de 3 anos e dois meses. Em outras palavras, a profecia se encaixa de maneira completa e abrangente. Desta forma, não creio ser necessário que os teólogos discordem entre si sobre se as 2.300 tardes e manhãs representam 2.300 ou 1.150 dias. Se a contagem correta for 2.300 dias, então este tempo se coaduna com o domínio de Antíoco, que se estendeu a 170 até 165 a.C. Se, por outro lado, a contagem certa for de 1.150 dias, então este lapso de tempo corresponderá à profanação do Santuário que, tendo sido imposta em 168, chegou até o ano 165 a.C. De qualquer forma, a profecia não sai da Velha Dispensação, e Antíoco IV Epifanes continua sendo o homem que representou o “chifre pequeno”, em todos os seus aspectos. Seja qual for a interpretação, ela será sempre literal. Como se vê, todas as evidências até agora apresentadas são tão notórias, que não temos para onde correr. E que prisão agradável é esta de ter a certeza dos fatos! A esta altura, cabe um esclarecimento da máxima importância. Digo que o esclarecimento é que é importante, e não o fato em si. Os defensores da tese de que as 2.300 tardes e manhãs devem ser encaradas na base de um dia por um ano, alegam que o período de 1.150 dias não correspondem exatamente ao tempo em que o Templo de Jerusalém esteve profanado. “Há uma diferença de 70 dias”, dizem eles. Leiamos o que diz o Dr. Mário Veloso, em artigo publicado na revista Ministério Adventista, de março a junho de 81, páginas 40 e 41: “O argumento histórico é que nenhum período de tempo conhecido se ajusta a um período literal de 1.150 dias durante a época dos Macabeus. Para serem coerentes, os preteristas precisam encarar os 2.300 dias (ou 1.150 dias) como sendo literais se o santuário de Dan. 8:14 é literal. Sabe-se que a profanação do templo judaico por Antíoco Epifanes -durou exatamente 3 anos ou 1080 dias. (I Macabeus 1:54 e 59; 4:52), calculados segundo o calendário que atribuem 360 dias ao ano. São 70 dias menos do que os 1.150 dias requeridos. Mesmo que fosse usado um ano profético de 365 dias, ainda faltariam 55 dias. No entanto, já excluímos a interpretação de Dan. 8:14 como 1.150 dias, de acordo com os instrumentos lingüísticos. A conclusão é que não existe um período histórico conhecido, durante o tempo dos Macabeus, que corresponda a 2.300 dias literais, ou metade desse número ( três anos, e dois meses e 10 dias)”. A argumentação supra não resiste a um teste imparcial. A Bíblia não é um compêndio de matemática, com fórmulas, números e equações. Ela mesma não é especialista em mencionar datas. Estas devem ser muitas vezes, baseadas na História. Por sua vez, as datas históricas antigas, nem sempre são completas, faltando, muitas vezes, o mês o dia em que o fato se deu. Por exemplo, em 457 a.C. saiu o terceiro decreto de Artaxerxer relacionado com o repatriamento dos judeus. Mas é difícil determinar, com exatidão, o dia e até mesmo o mês em que isto aconteceu. Assim o sétimo ano de Artaxerxes (458-457) foi o ponto de partida para a contagem das 70 semanas de anos. Mas em que mês e em que dia a coisa aconteceu exatamente? Os intérpretes adventistas, partindo de 457 a.C, chegaram ao,ano de 1.844. Entrementes, situar com rigor, o tempo que, segundo eles, correspondem a 2.300 anos, é tarefa irrealizável. Tudo não passa de aproximações. Diga-sede passagem, que o objetivo da Bíblia não é fixar datas, mas apresentar fatos. Seja, como outra ilustração, o período de 1.260 dias. Quem pode fixar, com exatidão, o seu inicio para que se chegue a um resultado matemático? Diante destes fatos, ninguém tem o direito de dizer que o período de 1.150 dias não corresponde ao tempo em que o Templo esteve profanado. Esteve, sim. E este é um período definido da história, no tempo dos Macabeus. Este tempo se estendeu do ano 168 até 165 a.C. Resta-nos, agora, alinhavar mais algumas razões que desabonam a contagem na base de 1 dia por 1 ano para este período profético também. Já disse, linhas atrás, que o “chifre pequeno” deveria nascer do “bode Peludo” (Império Grego) e com ele morrer. Disse ainda que ele surgiu da dinastia selêucida, que foi extinta em 64 antes de Cristo. Assim, o tempo profético jamais poderia atingir o ano de 1.844. Este ponto é de uma lógica tão elementar, que não precisaríamos sequer abordar outros detalhes da questão. Contudo, os defensores da tese de 1 dia igual a 1 ano têm o direito de apresentar as suas razões. E o que vou fazer, a seguir, não é outra coisa senão examinar, com você, algumas delas. 1) – Leio na revista Ministério Adventista, março a junho de 1.981, página 43: “Se o período dos 2.300 dias abrange o tempo da elevação e queda dos impérios da Média-Pérsia e da Grécia, então será impossível interpretá-los como dias literais. Os dois Impérios duraram muitas vezes mais do que os seis anos e um terço equivalente a 2.300 dias (se Daniel 8:14 for considerado tempo literal)”. Parece que aqui o autor não examinou cuidadosamente o panorama profético. A profecia das 2.300 tardes e manhãs não foi mencionado com a intenção de abranger toda a vigência dos impérios Medo-Persa e Grego. Busquemos a comprovação. Um Santo pergunta: “até quando durará a visão do costumado sacrifício e da transgressão assoladora, visão na qual eram entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” Em outra palavras; a mesma pergunta poderia ser assim estabelecida: quanto tempo durará a transgressão assoladora, isto é, todos os desatinos praticados contra o povo de Deus, e durante quanto tempo o povo seria massacrado e o santuário pisado?A resposta veio em seguida: “até 2.300 tardes e manhãs, e o santuário será purificado”. Como se pode perceber, as 2.300 tardes e manhãs deviam abranger estes fatos apenas. É o que está escrito, e isto é o suficiente. Portanto, o argumento apresentado pela aludida revista não tem peso. A única saída é aceitar a interpretação literal da profecia. 2) – Na mesma revista, à página 42, destacamos: “Um característico da profecia apocalíptica é que as figuras são consideradas simbólicas. Animais representam reinos, e chifres, poderes... Acompanhando a natureza simbólica das figuras, poder-se-ia esperar que os números nessas profecias sejam interpretados simbolicamente, indicando tempo profético, e não de modo literal. Seria incoerente interpretar alguns números literalmente e outros simbolicamente”. Este argumento ainda é mais pobre do que o anterior. Ele não diz nada. Desejar que os números fossem simbólicos só porque as figuras o são, é como passear em cima de telhado. Corre-se o risco de fazer goteiras. Cito apenas, como exemplo, Geremias. 25:12, onde se fala de” 70 anos” literais, e não simbólicos. E trata-se de uma profecia. 3) – Os defensores da contagem simbólica de 1 dia para cada ano apelam para Números 14:34: “Segundo os números dos dias em que espiaste a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, tereis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos, e tereis experiência do Meu desagrado”. Convém examinar o texto com cuidado. Não há aqui, uma recomendação para que os números proféticos sejam considerados na base de 1 dia um ano. A passagem está apenas dando uma informação. Assim como os espiões haviam espiado a terra de Canaan durante 40 dias, da mesma forma, os israelitas carregariam as suas iniqüidades, no deserto, por 40 anos. Não se trata de um princípio de equivalência ou de uma lei interpretativa, mas de uma forma de expressão comparativa. Se não tivesse havido a coincidência de números (40 dias e 40 anos), isto é, se a permanência dos espiões em Canaan tivesse sido de 30 dias, por exemplo, em vez de 40, a redação do texto teria sido bem diferente, e provavelmente não daria margem a qualquer princípio de interpretação profética. Ezequiel 4:4-6 é outro texto comumente usado pelos mesmos defensores. Mas eles mesmos o apontam indicando, não 1 dia um ano, mas 1 ano um dia. Observe o que diz a mesma revista à página 44: “Ezequiel contém, portanto, o princípio de que 1 ano represente 1 dia, e Números contém o princípio de que 1 dia representa 1 ano. Isto não anula o princípio, pois a proporção se mantém inalterada, não importa de que maneira é usada a equação”. Se o raciocínio do autor é correto, isto é, se Números apresenta o princípio dia ano, mas Ezequiel, ao contrário, consigna 1 ano= 1 dia como proceder com os “70 anos” de Gerencias? (Gerencias. 25:12). Praticando-o teremos o “milagre” de ver o cativeiro imposto aos judeus reduzido para 70 dias. Sim, porque se o texto de Números tivesse um princípio válido, o mesmo aconteceria com o de Ezequiel. Não podemos aceitar um, desprezando o outro. Parece que os irmãos adventistas perderam o sentido da lógica. Falta-lhes coerência. A Igreja Adventista mesma diz que em Número 14:34 há o princípio de um dia equivalendo um ano, e em Ezequiel 4:4-6, um ano equivale a um dia. Se assim ela tem como certo, por que diz que um tempo, tempos e metade de um tempo de Dan. 7:25 representam 1.260 anos? Ora, é sabido que, para os judeus, 1 tempo equivale a um ano. Logo temos aí o total de 3,5 anos. Aplicando o princípio que a igreja diz existir em Ezequiel 4:4-6 ( 1 ano = 1 dia), chegaremos a 3,5 dias. Na prática,a Igreja usa apenas o princípio que ela diz existir em Num. 14:34, porque este é o que lhe convém, tanto para Daniel 7:25 como para as 2.300 tardes e manhãs. Como se vê, aplicando o suposto princípio de Ezequiel em Daniel 7:25 em Jer. 25:12, chegaremos ao absurdo de vermos reduzidos um tempo, tempos e metade de um tempo a 3,5 dias, e 70 anos a 70 dias. Para quem aceita a existência de equivalência profética em Números e Ezequiel, e inteiramente impossível sair deste impasse. É um verdadeiro beco sem saída, do qual só nos livraremos, retomando o ponto de partida. Nestas condições, de duas uma: ou reconhecemos a inexistência de qualquer princípio de equivalência nos textos considerados, ou estaremos sempre inclinados a buscar arranjos para “harmonizar” o raciocínio. Podemos parar por aqui. É inútil tentar provar que as 2.300 tardes e manhãs valem 2.300 anos. Consegui-lo é difícil, para não dizer impossível. Os fatos bíblicos e históricos nos asseguram, de maneira irrefutável, que as 2.300 tardes e manhãs são literais. Na verdade são 2.300 sacrifício, que eram realizados pela manhã e pela tarde. Foram realizados 1.150 sacrifícios nas tardes e 1.150 sacrifícios nas manhãs, perfazendo um total de 2.300 sacrifícios ou holocaustos. ×Close Tags: Adventista Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs Santuário Purificado Profanado 2300 Sacrifício Bode Ellen White Cordeiro duas mil e trezentas tardes e manhãs Bode Peludo Chifre Pequeno Jerusalém Graça Maior - Ubaldo Torres Araújo, Até Duas Mil e Trezentas Tardes e Manhãs; E O Santuário Será Purificado. Disponível em: http://gracamaior.com.br/estudos/ibsd-x-adventistas-do-setimo-dia/130-ate-duas-mil-e-trezentas-tardes-e-manhas-e-o-santuario-sera-purificado.html. Acesso em 14 Julho 2016.




Fonte: : http://gracamaior.com.br/estudos/ibsd-x-adventistas-do-setimo-dia/130-ate-duas-mil-e-trezentas-tardes-e-manhas-e-o-santuario-sera-purificado.html

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