sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Quarto mandamento

O M A N D A M E N T O - Por Eclayr Gonzalez .

É este o mandamento do sábado, portanto o “supermandamento” da Lei de Deus, como querem certos grupos religiosos, ou mesmo certas religiões “sabatistas”?

Em que língua foi dada a Lei dos 10 Mandamentos de Êxodo 20:3 a 17?

Conforme estudo por nós desenvolvido, intitulado “A Lei”, ficou biblicamente provado que a mesma foi dada no Sinai aos hebreus, o povo de Israel, o povo de Deus. Como ela foi endereçada e dada aos hebreus, e não aos gentios (como nós), sem sombra de dúvida foi escrita na língua hebraica. Não tendo sido dada em português, espanhol, italiano ou francês, não foi escrita na Lei a palavra “Sábado”, a qual só tem como objetivo, identificar ou dar nome ao dia que fica entre a sexta-feira e o domingo. Também não foi escrita em latim (saturne dies), nem em inglês (Saturday), pois ambas significam: “Dia de Saturno”! Segundo a enciclopédia Vikipédia, “a palavra sábado deriva do latim sabbatum, que por sua vez deriva do hebraico sabá e do holandês zaterdag, significando: dia de Saturno”. “Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses, dedicando esse dia ao astro Saturno, o que originou outras denominações (Zaterdag e Saturday)”.

Diante de tal, podemos afirmar que quando falamos sábado, estamos utilizando uma palavra de origem pagã, que nos leva a reverenciar o astro Saturno, levando-nos a transgredir o 2º Mandamento: “...nem alguma semelhança do que há em cima no céu...Êxodo 20:4.

Atenhamo-nos, portanto ao hebraico, língua na qual foi dada a Lei, e façamos toda a apologia ao nome escrito por Deus na Lei dos 10 Mandamentos: Shabat! Segundo a Vikipédia; “Apesar de ser quase universalmente traduzida como descanso” ou “um período de descanso”, a tradução mais literal seria “cessão” de “cessar de trabalho”. Podendo a tradução de “shabat” ser aceita como “descanso”, vejamos como fica o mandamento, com essa palavra, e como toma outro sentido; “Lembra-te do dia de “descanso” para o santificar.(8) Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra(9). Mas o sétimo dia é o “descanso” do Senhor teu Deus...(10). “...portanto abençoou o Senhor o dia de “descanso” e o santificou”(11). Tendo Em vista o aspecto “descanso”, e não o “nome próprio” (sábado), dado a esse dia da semana, analisemos detalhes do 4º mandamento:

1) - Shabat – palavra hebraica que significa “descanso”;

2) - Santificar – Tornar santo. (conforme dicionário);

3) - Seis dias trabalhados - Não semana inglesa de 5 dias ou de 4,5 dias (IASD);

4) - Fazer toda a obra (do período de 6 dias), de maneira eficiente e cabal;

5) - (Após os 6 dias trabalhados); “ ...o sétimo dia é o “descanso” do Senhor teu Deus

6) - Restrições: “...não farás nenhuma obra... (qualquer produção cf. dicionário);

7) - Quem? – “...nem tu, nem teus filhos, nem teus servos, nem teu animal (De . carga), nem teu estrangeiro (visitante);

8) - Porquê ? Resposta: A) – “...em seis dias (Deus) fez... tudo...” . B) – No sétimo dia “cessou”, ou “descansou”, .....

OBS: Apesar de termos o exemplo divino na criação, não foi dada nenhuma ordem específica de guarda do 7º dia, antes de Êxodo 16:22 a 30, por ocasião do início da queda do maná, e também não temos relatos de que os patriarcas o tivessem guardado!

Analisemos aspectos intrínsecos do 4º mandamento: . A) – Trabalhar seis dias - Manutenção pessoal; . B) - Fazer toda a obra - Ser eficiente, cabal e poder dizer como o Criador: “e . eis que (tudo)era muito bom”. Gênesis 1:31. . C) - Descansar () depois de seis dias trabalhados – Refazer energias; . D) - Quem? A família, os servos, os animais, os visitantes (estrangeiros); . E) - Exemplo divino: Deus trabalhou seis dias; . Deus acabou Seu trabalho – Gênesis 2:2 . Deus descansou, e santificou (o 7º dia). Gên. 2:2 e 3.

Que devemos fazer no dia de “descanso: Dormir, comer, ir à igreja e participar dos rituais, passear?

Qual é a verdadeira religião?

Tiago 1:27 esclarece: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta:Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Isaías 58:6, 7 e 10 dizem:Sabes qual é o jejum (Substituamos a palavra jejum por Religião) que eu aprecio, diz o Senhor Deus? “É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda a espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. ......Se dás o teu pão ao faminto, se alimentas os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno...”. Bíblia Católica, traduzida dos originais; hebraico, aramaico e grego, edição 1971. Então, não é para dormir, comer, ir à igreja e participar dos rituais de adoração, e depois do almoço, passear etc.? Isto não é guardar o dia do Senhor?

Se a religião verdadeira (pura e imaculada) é: atender aos necessitados, suprindo-os daquilo que lhes falta - seja atenção aos órfãos e viúvas, seja repartindo nosso alimento com os famintos, seja dando abrigo aos “sem teto”, seja vestindo os maltrapilhos; Porque todos ou quase todos os evangélicos, optam pela primeira opção; (manter freqüência às igrejas, tanto os guardadores do sábado quanto os do domingo)? Será por comodismo, por conveniência, ou por não interpretarem corretamente o 4º mandamento? Porque as religiões guardadoras do sábado discriminam ou excluem de seu quadro de membros, ou nem aceitam para ser membros, aqueles que por necessidade de manter-se e também a sua família, por falta de opção de emprego, são obrigados pelas circunstâncias a trabalhar nas “horas sagradas do sábado”? PORQUE ESSAS RELIGIÕES SÃO TÃO CRUEIS? Porque preferem ver seus membros passando necessidades, vivendo de “bicos” ou da caridade, a vê-los bem empregados? “Nessa situação, além de não terem as garantias trabalhistas do Governo (INSS< style="mso-spacerun:yes"> Muitos, por isso ficam sem Aposentadoria e os demais benefícios!” “Esta parte foi colaboração do irmão Alberto Azevedo, de Brasília”.

Notemos que a Lei foi dada aos Hebreus, uma nação emergente, na qual o dia de DESCANSO foi determinado por Lei federal, imposta por Deus para aquele povo! (Confira no estudo elaborado por nós, intitulado A LEI). Quem desejar pode nos pedir, pois teremos prazer de enviar. PERGUNTAMOS: Noé, Abraão, Isaque, Jacó, guardavam o SHABAT? José, como escravo, no Egito, guardava o SHABAT? Daniel e os três hebreus, como estudantes escravos em Babilônia guardavam o SHABAT? Porque eles foram provados na questão IDOLATRIA, e não na questão de um dia de guarda? Onde estão os sermões ou admoestações de Jesus, sobre a guarda do shabat? Onde estão as admoestações de Paulo aos gentios, sobre a guarda do shabat? Porque , quando a cúpula da igreja se reuniu em Jerusalém, para estudar a questão da circuncisão para os gentios, não deram instruções sobre a guarda do shabat, conforme notamos em Atos 15:20, 29 e 21:25? Quem quiser contestar, apresente passagens bíblicas comprobatórias, pois argumentos filosóficos em cima de passagens que não declaram especificamente serão descartadas, assim como fontes NÃO BÍBLICAS.

Os críticos a esta visão, alegam que somos contra o descanso sabático! Não somos contra; apenas não podemos concordar com o sentido de guarda obrigatória, de um dia, sem a necessidade do cumprimento do restante do que o4° mandamento determina para os seis dias anteriores! Isso sem falar de que não estamos no Estado hebreu onde existe um dia no qual é proibido qualquer trabalho servil! Ex. Lev.23:7 e 21.

Alegam os críticos, que segundo nossa visão só o 4º mandamento foi abolido; porque matar, adulterar, furtar, se mantém em vigor! Não é bem assim, porque outros conceitos da Lei existem já nos códigos civis e criminais dos países e se universalizaram, portanto, qualquer cidadão, não apenas pode como deve obedecê-los, o que já não ocorre com os dias de descanso, que em Israel é o SHABAT, noutros países islâmicos é a SEXTA-FEIRA, nos países cristãos, católicos e evangélicos, é o DOMINGO. Isso sem falar na semana inglesa.

O mandamento me manda: 1) - Lembrar & santificar! O mandamento me manda: 2) –Trabalhar seis dias... . 3) – Descansar & santificar no dia seguinte aos seis !

PERGUNTAMOS: Se eu não trabalhar os seis dias anteriores, e guardar . corretamente o sétimo, o SHABAT, estarei cumprindo . o mandamento? CONSULTE SUA CONSCIÊNCIA !

C O N C L U S Ã O: Devemos obedecer ao mandamento no que diz respeito ao shabat (Descanso), mas também temos a ordem: “Seis dias trabalharás...”. Tanto um como o outro são extensivos aos empregados, visitantes (estrangeiros), e até os animais (De carga, é lógico).

eclayrgonzález@hotmail.com eluizgonzalez@yahoo.com.br

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Casa sobre a rocha - Brasil e Mundo

Jesus Disse:

Mateus 7:

24 — Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha.
25 Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha.
26 — Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia.
27 Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída.
28 Quando Jesus acabou de falar, as multidões estavam admiradas com a sua maneira de ensinar.
29 Ele não era como os mestres da Lei; pelo contrário, ensinava com a autoridade dele mesmo.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

“Família é prato difícil de preparar”




















Obs: "Francisco Azevedo" é homônimo do administrador deste blog...


Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.

E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.

Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.

Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.

O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

CARINHOSAMENTE A NOSSA FAMILIA!!

Fonte: O Arroz de Palma, de Francisco Azevedo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Por que há tantos evangélicos "sem igreja"

publicado 22/08/2009 por José Peres Júnior


Há alguns anos, escrevi um artigo em que apontava algumas causas do vigoroso crescimento das igrejas evangélicas no Brasil. A verdade é que esse cristianismo protestante fincou pé definitivamente neste país, e ainda continua avançando.

No entanto, nota-se que paralelamente ao crescimento do número de igrejas evangélicas, e os líderes fecham os olhos para isto, cresce também o número daqueles que, embora se professem cristãos, não freqüentam nenhuma denominação religiosa. E grande número desses é egresso das fileiras evangélicas. Assim, a pergunta é: por que há tantos evangélicos que se dizem “sem igreja”?

O crente simplista dá nomes institucionalizados a esses indivíduos, tais como rebelde, desviado, fraco, desgarrado, infiel, dentre outros. Mas, apesar dos estigmas, o fato é que muitos desses “desviados” não se sentem afastados de Deus. Eles fazem as suas orações, lêem a Bíblia, louvam, e confessam ser cristãos.

Primeiramente, deve-se distinguir duas classes de cristãos “sem igreja”. Uma é formada por aqueles indivíduos que começam a freqüentar uma denominação cristã e se afastam enquanto ainda não atingiram solidez doutrinária. A outra é composta por crentes que já atingiram um certo “enraizamento” na doutrina evangélica. Estes, normalmente, se afastam porque encontram discrepâncias entre a doutrina cristã e o que se prega na igreja.

As causas do crescente afastamento de pessoas das igrejas evangélicas são inúmeras. Historicamente, o espírito protestante, de onde vêm os evangélicos, é um espírito não-conformista. É um espírito investigativo, examinador, empreendedor. Para abandonar o conservadorismo católico não se exige menos. É um espírito em busca da “verdade”. Rubem Alves, um dos mais brilhantes teólogos que o protestantismo brasileiro já produziu, afirma com muita propriedade que o espírito católico se cristaliza na busca pela “unidade” da igreja, enquanto o espírito protestante busca a “verdade”, não se prendendo à tradição, ou à instituição. Assim, em nome da unidade, a instituição católica é bem mais tolerante quanto à diversidade em seu seio. Ao passo que aqueles que primam pela “verdade” não podem tolerar o pensamento divergente. Ou seja, o ambiente institucional evangélico é muito rígido. Para Alves, quem acredita possuir a verdade tem de ser intolerante e não pode aceitar idéias divergentes. De forma que a “doutrina” de quem governa a igreja evangélica não pode ser contrariada, ou posta em discussão. Criticar o projeto institucional é visto como heresia.

É curioso que ao católico, o evangélico se diz comprometido com a “verdade” e para possibilitar a conversão do outro, apela à independência institucional e à liberdade para interpretar o Texto Sagrado: examine, pondere, analise, veja se as regras católicas estão de acordo com a Bíblia. Com vistas à conversão, apela-se ao senso crítico. No entanto, esse indivíduo, protestante por natureza, gerado a partir da independência institucional e da liberdade para examinar e decidir os seus rumos espirituais, no seio da igreja evangélica vê-se impedido de usar dessa liberdade, pois, aderindo ao “batismo” da igreja, é obrigado a aceitar, a professar e a justificar, incondicionalmente, as regras da instituição.

Paradoxalmente, o discurso evangélico apregoa a liberdade, o senso crítico, a racionalidade e o livre exame do texto bíblico, mas enaltece a obediência e a fidelidade às suas estruturas institucionais.

Para instituir um conjunto de dogmas para a comunidade, o poder eclesiástico na igreja evangélica apela para a crença na infalibilidade dos seus líderes. Os dizeres e as interpretações dos líderes evangélicos quase sempre são elevados à categoria de revelações do Espírito Santo e ganham ares de “verdades” inquestionáveis. Por extensão, apregoa-se que as convenções da igreja não erram nas suas interpretações e nas suas nomeações. Por isto se exige obediência e submissão aos decretos superiores. Desta forma, quem não falar as palavras da instituição, não fala na igreja evangélica. Quem não aceitar as “regras do jogo” é impedido de jogar.

Rupturas são inevitáveis. Esse espírito investigativo se recusa a se dobrar àquilo em que não acredita. Daí nasce uma infinidade de novas instituições. Raríssimas são as denominações evangélicas que não nasceram de cismas, de discordâncias, de rupturas.

Por outro lado, muitos cristãos evangélicos, protestantes por natureza, que não possuem o idealismo para fundar uma nova instituição, quando percebem as discrepâncias no discurso institucional, preferem virar as costas para a denominação religiosa e fazer uma interpretação independente, de Deus, do mundo e da Bíblia.

Esse é o espírito protestante.
Esse é o espírito dos profetas.


Autor: Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
POR QUE HÁ TANTOS EVANGÉLICOS "SEM IGREJA"

publicado 22/08/2009 por José Peres Júnior em http://www.webartigos.com

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/23693/1/POR-QUE-HA-TANTOS-EVANGELICOS-SEM-IGREJA/pagina1.html#ixzz1894PMtH3


Fonte: http://www.webartigos.com/articles/23693/1/POR-QUE-HA-TANTOS-EVANGELICOS-SEM-IGREJA/pagina1.html


jopejunior@yahoo.com.br



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/23693/1/POR-QUE-HA-TANTOS-EVANGELICOS-SEM-IGREJA/pagina1.html#ixzz1893UtUVJ

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Divergência de opinião


Divergência de opinião


Impossível não lembrar do que fazem aos que se arriscam a contar da alegria que há na liberdade aos legalistas que só entendem que o que é belo é para ser preso, rotulado e seu canto não deve ecoar pelos céus da vida.

Não entendem que uma candeia não deve ser colocada debaixo do alqueire.

Uma pena

Postou Zé Luís, nas páginas do Geniza



Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/12/divergencia-de-opiniao.html#ixzz17ZS3VF2I
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Decorar doutrinas é fácil, o difícil é ser "ético"


A Lição da Escola Sabatina de hoje (06-11-2010) recapitulou a história de Urias, um personagem "dos bastidores" que foi vítima das atitudes pecaminosas de Davi (2Sam. 11).

A lição tratou Urias como um exemplo de fidelidade ao Senhor, em contraste com o Rei Davi que, além de ter se eximido de ir à guerra (que deveria ser a atitude c

orreta do líder do Exército) e ter preferido ficar na comodidade do Palácio Real em Jerusalém, ainda praticou cobiça, adultério, mentiras e, por fim, o assassinato do próprio Urias.

Fiquei observando os comentários dos membros da Unidade na qual eu estava, e o quanto os "irmãos" e "irmãs" têm uma ética deficiente, e uma compreensão equivocada deste tema na Bíblia. Foi comum ouvir um ou outro dizer que a culpa foi de Urias, que passou vários meses longe da família e preferiu ficar com os amigos no palácio do que ir para casa ver sua esposa. Não faltou quem dissesse que ele era um mau marido, que não gostava da esposa, que mereceu ser "traído", e que ele só morreu daquela forma porque não atendeu ao convite de Davi para ir para casa e ficar com sua bela esposa.

Quando o professor procurou mostrar o outro lado da questão, o lado da extrema ética e zelo de Urias pela sua fé em Deus (lembrando que ele, possivelmente, era um estrangeiro convertido), alguns "alunos" não concordaram, ficaram resmungando em conversas paralelas, e teve até um deles, que se considera muito conhecedor das Escrituras, que se levantou e saiu por não concordar com o que o professor estava explicando.

Esse é o ponto da questão... o que entendemos a respeito da ética bíblica?

O título desta postagem resume o que penso sobre este tema:

- É fácil decorar doutrinas e saber explicar detalhezinhos insignificantes de Daniel e Apocalipse... mas devolver um troco recebido a mais no ônibus, ai faz-se de conta que não vimos nada...

- É fácil retirar da alimentação este ou aquele alimento "reprovável", mas ser um funcionário eficiente, que faz sempre além do que lhe mandam, ai preferimos o velho bordão "não sou pago para fazer isso!"...

- É fácil encher a parede do escritório ou da sala com certificados de Ano Bíblico, e dizer com orgulho que já lemos a Bíblia toda umas 13.480 vezes, mas trocar o voto para Deputado por R$ 20,00 ou R$ 30,00 é algo "normal" para nós...

Percebem?!

A ética trata disso: de comportamento, de atitude, de escolhas... porém baseadas no que temos de mais profundo em nosso ser, em nosso caráter.

Diante da igreja, no sábado de manhã, com terno e gravata, é muito fácil parecer um bom cristão, um líder espiritual respeitável, um verdadeiro "santo"... mas é no dia-a-dia, nas pequenas decisões tomadas, nos mínimos afazeres cotidianos, que realmente revelamos o quanto o Cristianismo, em sua essência, tem impregnado nossa vida!

Se na igreja eu assumo uma postura de "consagração", "humildade", profundo conhecimento bíblico e doutrinário, mas no dia-a-dia eu demonstro um espírito egoísta, indisciplinado, desonesto, maldoso, intemperante, crítico, etc., isso evidencia que eu não compreendi o que JESUS ensinou sobre o tema no qual Ele mais se demorou: A ÉTICA CRISTÃ.

Enquanto eu observava os irmãos discutindo sobre se Urias errou ou não, percebi que havia uma pessoa na Unidade que foi um dos poucos que, de fato, compreendeu o tema da Lição. E sabe o que mais foi "irônico"? É que esta pessoa é uma das que aparenta menos conhecimento "doutrinário" do grupo, apesar de ser um membro antigo naquela congregação.

Assim é a ÉTICA CRISTÃ: você não precisa ser um intelectual, um teólogo, dominar a interpretação das profecias de Daniel e Apocalipse, ser defensor ardoroso da reforma alimentar ou de vestuário, etc., para ser ÉTICO... basta que você se disponha a entender, E APLICAR, aquilo que Jesus ensinou durante todo Seu ministério neste mundo.

Não é a toa que se costuma dizer que o sermão mais longo de Cristo, foi também o mais DIFÍCIL de ser vivido: o Sermão do Monte (releia-o em Mateus 5 a 7).

Deve ser porque ali o Mestre não tratou de doutrinas secas e sem vida... mas da ÉTICA que salva.

Voltando à história de Urias, ele foi sim um exemplo a ser seguido no que se refere ao zelo que demonstrou para com a Arca do Senhor, para com seus "irmãos" de batalha, e para com seu rei... mesmo que os machistas e as feministas da cultura podre de nossa época pensem o contrário.

Nesta terrível história, o único verdadeiramente culpado foi DAVI, e somente depois que ele entendeu isso foi que escreveu o belo Salmo 51.

"Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força" - Deut. 6:5.

Por: Gilson Medeiros

Fonte:http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/2010/11/decorar-doutrinas-e-facil-o-dificil-e.html